Choque séptico

Mestre em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas (FIOCRUZ, 2011)
Graduada em Biologia (UGF-RJ, 1993)

O choque séptico ocorre e decorrência da sepse ou septicemia. Ocorre a diminuição da pressão arterial, da frequência cardíaca e da respiração, não permitindo que oxigênio e sangue cheguem aos órgãos vitais como cérebro, rins e outros órgãos. A temperatura e a contagem de células de defesa do corpo também se alteram. É uma condição grave e pode levar ao coma e morte. É uma causa comum de mortes e hospitais. Assim como na sepse, é mais frequente em idosos, bebês e indivíduos imunocomprometidos, pacientes hospitalizados, desnutridos e pós-cirúrgicos.

Sintomas

Os sintomas mais comuns incluem diminuição da pressão arterial, febre alta, dificuldade para respirar, pouca urina, inchaço, frequência cardíaca maior que 90 batimentos por minuto, alterações da pressão sanguínea, diminuição das plaquetas sanguíneas, perda da consciência e confusão mental. Quando tratado a tempo, o choque séptico tem cura.

Diagnóstico

É realizado com exames laboratoriais e clínicos. O indivíduo deve apresentar pelo menos dois dos sintomas a seguir ao mesmo tempo: febre ou hipotermia (diminuição da temperatura corporal); taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos); taquipneia (aceleração do ritmo respiratório); leucocitose (aumento da taxa de leucócitos no sangue) ou leucopenia (diminuição da taxa sanguínea de leucócitos). Os exames para diagnosticar choque séptico incluem: exame de sangue, radiografia do tórax, para descartar ou não pneumonia e exame de urina.

Tratamento

O paciente deve ser internado em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e deve ser tratado com antibióticos. Pode ser necessário transfusão de sangue para regular a pressão arterial e a função renal. Dependendo da gravidade, pode ser necessária a ventilação mecânica. Ingestão de líquidos por via intravenosa e em alguns casos cirurgia.

Complicações

Insuficiência respiratória e cardíaca, falência de órgãos e gangrena com amputação de órgãos, especialmente pernas.

Prevenção

Não existem métodos de prevenção.

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