Clamídia

Por Débora Carvalho Meldau
A clamídia é uma doença sexualmente transmissível - DST-, tendo como agente etiológico a bactéria Chlamydia trachomatis. Acomete os órgãos genitais femininos ou masculinos. Classifica-se como uma uretrite não gonocócica. Mesmo que os sintomas dessa doença sejam moderados ou até mesmo ausentes, ela pode levar à complicações sérias que geram danos irreversíveis.

Chlamydia trachomatis

A transmissão dessa bactéria se dá através do ato sexual vaginal, anal ou oral. Também pode ser transmitida da mãe para o bebê durante o parto natural. Seu período de incubação é de aproximadamente 15 dias entre a relação sexual o surgimento dos sintomas, sendo que durante este período o portador já pode transmitir o agente causador da doença.

Nas mulheres, a bactéria afeta inicialmente a cérvix e a uretra. Os sintomas apresentados por elas podem ser: secreções vaginais anormais e sensação de queimação durante o ato de urinar. Mesmo após a infecção se espalhar para as trompas de falópio, algumas mulheres podem não apresentar nenhum sintoma, já outras podem apresentar dores abdominais (abdômen inferior) e na parte inferior das costas, fortes náuseas, febre, dor durante o ato sexual e leve sangramento entre os ciclos menstruais. A infecção presente na cérvix pode espalhar-se para o reto.

Homens que apresentam sintomas podem ter secreções no pênis ou sensação de queimação ao urinar, além de sensação de queimação e coceira em volta do canal do pênis; podem também apresentar dor e inchaço nos testículos, mas esses sintomas são incomuns.

Quando há a transmissão da bactéria da mãe para o bebê durante o parto, este pode contrair conjuntivite (oftalmina neonatal) ou até mesmo pneumonia.

O diagnóstico é feito através do quadro clínico apresentado pelo paciente, juntamente com a coleta de material por esfregaço na uretra ou colo do útero, para realizar exame de imunofluorescência direta, com o objetivo de identificar o agente infeccioso.

O tratamento é feito com o uso de antibióticos, como a azitromicina, doxiciclina, eritromicina e tianfenicol, sendo que o parceiro (a) sexual deve realizar o tratamento também. Durante este período é importante abster-se de atos sexuais até que haja a cura completa da doença. Mulheres que apresentarem diversas infecções por clamídia podem vir a ter problemas reprodutivos.

A forma mais segura de prevenir a clamídia é abster-se do contato sexual, ou então, ter uma relação monogâmica com um parceiro sabidamente saudável. O uso de preservativos masculinos quando utilizados corretamente, podem reduzir os riscos da transmissão da clamídia.

Fontes:
http://www.copacabanarunners.net/clamidia.html
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?83
http://pt.wikipedia.org/wiki/Clam%C3%ADdia
http://www.brasilescola.com/doencas/clamidia.htm

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