Disidrose

Por Débora Carvalho Meldau
A disidrose, também conhecida como eczema ou dermatite distrófica, é  uma doença de etiologia ainda desconhecida que se caracteriza por erupções de bolhas nas mãos e pés, resultantes, provavelmente, da retenção de sudorese entre as células da epiderme.

Os diferentes fatores que podem resultar em lesões de disidrose são:

  • Infecções fúngicas, como certas micoses cutâneas que podem se manifestar com lesões disidrosiformes;
  • Farmacodermia. Certos medicamentos, como a penicilina, podem produzir reações cutâneas disidrosiformes;
  • Dermatite de contato;
  • Dermatite atópica;
  • Estresse e alterações emocionais.

Inicia-se com prurido e formação de vesículas endurecidas parecidas com grãos de sagu, atingindo especialmente a face lateral dos dedos, as palmas das mãos e as plantas dos pés. O prurido pode ser tão intenso, que o ato de coçar rompe as bolhas que eliminam um fluído transparente.

As manifestações clínicas ocorrem em surtos que se repetem e duram de uma a duas semanas, havendo o ressecamento das bolhas e a descamação dos locais acometidos.

Como se trata de uma doença de etiologia ainda não elucidada, se faz necessário um diagnóstico bem detalhado na tentativa da identificação da causa ou os desencadeantes do processo. É feito um histórico detalhado dos surtos, exame das lesões e exames complementares, caso seja necessário. O diagnóstico de infecção fúngica pode ser confirmado ou descartado por meio da pesquisa direta e cultura de material da lesão. A realização do patch-test pode auxiliar nos casos relacionados à dermatite de contato. Na disidrose verdadeira, a histopatologia das lesões é bem definida.

Como medida geral, recomenda-se ao paciente a lavagem das mãos, seguida da frequente aplicação de emolientes. O contato direto com substâncias irritantes e produtos de limpeza deve ser evitado. O tratamento é realizado de acordo com a fase da disidrose. Nos casos agudos, há a obtenção de resposta positiva com a utilização de compressas úmidas de permanganato de potássio diluído 1:10000 ou de acetato de alumínio a 10% (solução de Burow) duas a três vezes ao dia até as bolha regredirem, quando então podem ser utilizados produtos tópicos à base de zinco. O uso de antibióticos é recomendado apenas quando há indícios de infecções secundárias. Em determinadas situações, pode ser indicada sedação, repouso e afastamento do trabalho.

Corticosteróides tópicos são amplamente utilizados, embora algumas vezes o resultado não seja satisfatório. As pomadas apresentam melhor eficácia quando comparada aos cremes. Os costicosteróides sistêmicos propiciam melhora mais rapidamente, porém apresentam efeitos colaterais que devem ser levados em consideração.

Fontes:
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=4035&ReturnCatID=666
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?134
http://pt.wikipedia.org/wiki/Disidrose
http://www.dermatologia.net/novo/base/doencas/disidrose.shtml
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias.php?noticiaid=516&assunto=Alergia
http://www.scielo.br/pdf/abd/v83n2/v83n02a02.pdf

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