Doença inflamatória pélvica

Por Débora Carvalho Meldau
A doença inflamatória pélvica (DIP) é consequência de uma infecção polimicrobiana do trato genital superior (útero, trompa e ovários), que iniciase-se na uretra, vagina ou cérvice.

Afeta mais comumente mulheres jovens, entre 20 a 35 anos de idade, porém também pode afetar homens (uretrite). Esta infecção pode resultar de uma relação sexual desprotegida, sendo que, grande parte dos casos, decorre de uma doença sexualmente transmissível (DST) não tratada, como gonorreia e clamídia. Todavia, também pode ser causada por um eventos ginecológico, como introdução de DIU (dispositivo intra-uterino), curetagem, biópsia na parte baixa do útero, aborto, parto e histeroscopia.

As manifestações clínicas costumam surgir dentro de 2 a 4 dias (podendo, em raros casos, demorar até 30 dias) após o contágio e incluem:

  • Leucorreia (corrimento vaginal), normalmente apresentando coloração, odor e consistência alterada;
  • Ardência ao urinar ou disúria;
  • Febre baixa;
  • Dor abdominal baixa;
  • Sangramento;
  • Infertilidade, em certos casos.

Já os homens, quando afetados, costumam ser assintomáticos.

O diagnóstico é clínico, não havendo necessidade de realização de exames laboratoriais. Contudo, caso seja necessário pesquisar epidemiológica, recomenda-se realizar uma cultura.

O tratamento da DIP é feito com antibióticos. Em casos mais graves é necessário hospitalizar a paciente para administração endovenosa de antibióticos, seguida por complementação oral. Caso a mulher utilize DIU, o mesmo deve ser removido para acelerar o processo de cura. Além disso, é imprescindível que o parceiro sexual também seja tratado.

A prevenção é feita por meio do uso de preservativos durante a relação sexual.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_inflamat%C3%B3ria_p%C3%A9lvica
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?156
http://www.aids.gov.br/pagina/doenca-inflamatoria-pelvica-dip
http://files.bvs.br/upload/S/1413-9979/2010/v15n3/a1530.pdf

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