Epiglotite

Por Débora Carvalho Meldau
A epiglotite, também chamada de supraglotite, é uma infecção bacteriana grave, de rápida evolução que, muitas vezes, pode causar obstrução das vias respiratórias.

Na maior parte dos casos, em aproximadamente 95%, esta moléstia tem como agente etiológico a bactéria Haemophilus influenziae tipo b. Raramente, as bactérias estrepetococos são as responsáveis pela epiglotite, especialmente nas crianças mais velhas e nos adultos. Dentre outros fatores que também podem resultar em epiglotite encontram-se: queimaduras causadas por líquidos ou comidas quentes e lesão direta à garganta.

A infecção inicia-se como uma inflamação do aparelho respiratório superior, como uma inflamação do nariz e da garganta, alcançando, por conseguinte, a epiglote. Em muitos casos, esta infecção vem acompanhada de bacteremia.

As manifestações clínicas consistem em dor de garganta, rouquidão e, normalmente, febre alta. Sialorréia pode ser observada, em decorrência da dificuldade de deglutir. O paciente tende a adotar uma posição inclinada para frente, ao mesmo tempo em que estende o pescoço para trás, visando aumentar a quantidade de ar inalada, uma vez que esta moléstia leva a uma dificuldade respiratória.

Juntamente à epiglotite, pode haver a presença de pneumonia, porém a primeira não permite a expectoração do muco. A infecção pode propagar-se para alastrar-se para as articulações, as meninges, o pericárdio e/ou o tecido subcutâneo.

Diagnostica-se a epiglotite examinando-se a epiglote com um aparelho chamado laringoscópio. Todavia, este procedimento pode levar à obstrução completa do aparelho respiratório, podendo causar morte súbita. Sendo assim, este exame habitualmente é feito por um especialista, de preferência em um centro cirúrgico e com o paciente sob anestesia geral. Caso ocorra obstrução das vias respiratórias, o médico volta a abrir a mesma imediatamente, introduzindo um tubo endotraqueal nas vias respiratórias, ou então realiza uma traqueostomia (abertura de um orifício na parte anterior do pescoço). Por conseguinte, o médico colhe uma amostra de secreção da via respiratória superior e também de sangue, enviando-as ao laboratório para que seja feita uma cultura. Contudo, o tratamento com antibiótico deve começar imediatamente, antes mesmo de sair o resultado do exame.

Para prevenção da doença, existe uma vacina contra a Haemophilus influenziae tipo b, sendo possível, portanto, imunizar os bebês contra a epiglotite causada por esta bactéria. A primeira dose desta vacina deve ser administrada aos dois meses de idade.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Epiglotite
http://www.manualmerck.net/?id=285&cn=1514
http://www.tuasaude.com/epiglotite-doenca-subita-e-fatal/
http://www.mayoclinic.com/health/epiglottitis/DS00529

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