Espondilite Anquilosante

Por Débora Carvalho Meldau
A espondilite anquilosante é um tipo de inflamação que acomete os tecidos conectivos, caracterizando-se pela inflamação das articulações da coluna e grandes articulações, como os quadris, ombros e outras partes. Embora não haja cura para essa doença, o tratamento precoce e adequado possibilita tratar os sintomas, para estacionar a enfermidade, manter a mobilidade das articulações e manter uma postura correta.

Sua etiologia ainda não foi elucidada. Normalmente inicia-se na segunda a quarta década de vida, acometendo mais indivíduos do sexo masculino, da raça caucasóide. Existe também a forma juvenil, que inicia-se antes dos 16 anos de vida, costuma cursar inicialmente com artrite periférica (com predominância em articulações de membros inferiores) e entesopatias periféricas (notadamente em inserção de tendão aquilino e fáscia plantar), evoluindo apenas após alguns anos com lombalgia de ritmo inflamatório, sendo que esta normalmente evolui mais agressivamente, necessitando com maior frequência de próteses de quadril.

A manifestação clínica inicial da doença é a dor lombar persistente por mais de três meses, melhorando com movimento e agravando com o repouso. Essa dor pode irradiar-se para os membros inferiores e estar associada a uma rigidez da coluna mais acentuada no início do dia. Estes sintomas podem desaparecer espontaneamente e recidivar após algum tempo. Outros sintomas incluem o comprometimento progressivo da mobilidade da coluna que vai enrijecendo (anquilose), da expansão pulmonar e aumento da curvatura da coluna na região dorsal.

O diagnóstico é feito com base em critérios clínicos e radiográficos (raio-x da coluna), sendo que este último evidencia mudanças espinhais características e sacroileite (inflamação da região sacral com formação de edema).

A base da maior parte dos tratamentos são os antiinflamatórios, miorrelaxantes e exercícios fisioterápicos. Devido à intensa reação inflamatória, o antiinflamatório não-hormonal mais utilizado é a indometacina, na dose de 50 a 150 mg/dia. Outros fármacos também podem ser utilizados. Existe a possibilidade do tratamento cirúrgico para que haja o reposicionamento das articulações, em especial, quadris e joelhos. A fisioterapia regular é essencial no tratamento do paciente com essa doença, pois esta alivia a dor, minimiza deformidades, mobiliza as articulações afetadas e faz com que o paciente reassuma a forma física.

A espondilite anquilosante é uma doença extremamente incapacitante. Sua evolução varia muito de acordo caso. Apenas 25% dos pacientes evoluem para anquilose total da coluna, e a qualidade de vida e a sexualidade podem ficar comprometidas. Pode haver morte súbita devido a lesões entre as vértebras cervicais C1-C2. Pode levar o paciente à depressão e a um grande mal-estar no dia-a-dia quando não há um bom acompanhamento médico, assim como um acompanhamento e apoio da família.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Espondilite_anquilosante
http://www.msdonline.com.br/pacientes/sua_saude/doencas_reumaticas/paginas/espondilite_anquilosante.aspx
http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/08/17/espondilite-anquilosante/
http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/5320/espondilite-anquilosante
http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/049.pdf
http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/000420.htm

AVISO LEGAL: As informações disponibilizadas nesta página devem apenas ser utilizadas para fins informacionais, não podendo, jamais, serem utilizadas em substituição a um diagnóstico médico por um profissional habilitado. Os autores deste site se eximem de qualquer responsabilidade legal advinda da má utilização das informações aqui publicadas.