Febre Maculosa

Por Débora Carvalho Meldau
A febre maculosa, também conhecida como febre do carrapato é uma doença infecciosa aguda causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, que é intracelular obrigatória e tem como vetor biológico o carrapato Amblyomma cajennense, conhecido como “carrapato estrela”. Esta enfermidade é uma zoonose que acomete o homem e diversos animais.

Rickettsia rickettsii

Esta doença não é comum, mas o número de casos tem aumentado desde o ano de 1996. É mais comum na zona rural, principalmente no interior de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O vetor desta bactéria é o maior responsável pela manutenção da R. rickettsii na natureza, pois há a transmissão transovariana (transmissão para ovos e larvas) e a transmissão transestadial (transmissão da bactéria presente nas larvas, para as fases de ninfa e adulto). Isto permite que o carrapato fique infectado por toda a sua vida e também por várias gerações.

A única forma de transmissão é através da picada do carrapato, após ficar fixado no hospedeiro por um período que varia de 4 a 6 horas, ficando incubado por cerca de 2 a 14 dias.

Os sintomas mais característico da febre maculosa são:

  • Febre, de moderada a alta, podendo durar de 2 a 3 semanas;
  • Fortes dores de cabeça;
  • Dor no corpo;
  • Calafrios;
  • Edema dos olhos e conjuntiva.

Amblyoma cajennense, o carrapato-estrela, vetor da Febre Maculosa

A mácula (origem do nome da doença) pode aparecer logo nos primeiros dias de febre. São lesões de pele, de coloração rosada, localizadas nos punhos e tornozelos, progredindo para o tronco, face, mãos e pés. Após alguns dias estas lesões podem ser sentidas ao toque, devido a um aumento de volume e ganham uma tonalidade mais escura, podendo ficar arroxeadas após 4 dias. Em áreas mais intensas, pode haver descamação e onde houve a picada, pode aparecer uma úlcera necrótica. Pode haver a evolução para cura espontânea após 3 semanas. Já nos casos mais graves, pode haver áreas de necrose nos dedos, orelhas, palato mole e genital, podendo vir acompanhado de sangramento de gengiva, do nariz, vômitos e forte tosse seca.

O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais, como a imunofluorescência indireta (RIFI) que é um exame específico para esta doença. Também é importante considerar os achados clínicos e os dados epidemiológicos, pois o resultado deste exame é muito demorado.

O tratamento é feito com a administração de antibióticos, como a tetraciclina e o cloranfenicol, nos primeiros 2 ou 3 dias, sendo que o ideal é estender a medicação por 10 a 14 dias. Quando o tratamento é feito tardiamente, podem ocorrer graves complicações, comprometendo o sistema nervoso central, rins, pulmões e lesões vasculares, podendo levar ao óbito.

É praticamente impossível eliminar definitivamente os carrapatos, portanto é importante minimizar o contato com animais domésticos, principalmente em áreas consideradas endêmicas e, também, controlar a população deste vetor através do controle químico nos animais e no meio ambiente.

Fontes:
http://201.82.108.103/Artigos/febremaculosa/febremaculosa.htm
http://www.drauziovarella.com.br/arquivo/arquivo.asp?doe_id=112
http://www.saudeanimal.com.br/febre_maculosa_merial.htm
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?610
http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=2209&sid=9&tpl=printerview

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