Sarampo

Graduação em Biologia (CUFSA, 2010)
Especialização/MBA em Análises Clínicas (Uninove, 2012)

Entre todas as doenças comuns da infância, o sarampo é considerado a mais grave e a mais contagiosa de todas. Por isso, o controle epidemiológico da doença é extremamente importante, pois o potencial de transmissão é muito alto.

Transmissão

A doença é causada pelo vírus do sarampo, do gênero Morbillivirus (MV), transmitido pela via respiratória. Os seres humanos são os únicos infectados por esse gênero do vírus. É importante conhecer os sintomas e transmissão do sarampo, pois a doença é potencialmente grave e é necessário acompanhamento dos pacientes, principalmente porque o sarampo pode ser confundido com outras doenças.

O sarampo é uma doença perigosa, principalmente para os grupos de risco, que são gestantes, que podem abortar, crianças muito jovens e idosos. O desenvolvimento da doença é semelhante ao da varicela e da varíola. A doença causa uma inflamação altamente contagiosa.

O vírus infecta as vias respiratórias, incluindo os pulmões e pode atingir a corrente sanguínea e se espalhar para outros órgãos.

Sintomas

As primeiras manifestações de sintomas são febre, que costuma ser alta, tosse, conjuntivite e coriza. Esses sintomas são facilmente confundidos com uma gripe comum e em geral, a transmissão é mais elevada nesse primeiro estágio da doença. Os primeiros sintomas aparecem entre 8 e 13 dias após entrar em contato com o vírus, esse é o período de incubação dele, após surgirem, os primeiros sintomas duram em média 5 dias, depois aparecem as erupções na pele. As manchas começam na face e descem para pescoço, tronco e membros. Em geral, essa fase dura aproximadamente 6 dias. Em seguida, as manchas, que eram avermelhadas, escurecem, ficando num tom mais amarronzado e descamam. Surgem também lesões da mucosa oral chamadas manchas de Koplik, que são pequenas placas avermelhadas com pontos brancos centrais próximas aos molares.

Como o vírus pode infectar os vasos sanguíneos (vasculite), podem ocorrer importantes complicações nos afetados, sendo as principais ocasionadas por infecções oportunistas de bactérias, podendo gerar infecção nos ouvidos, pneumonia, entre outras complicações.

Os infectados pelo vírus devem ser isolados dos demais para evitar a propagação e contaminação da doença, que como foi dito anteriormente, ocorre muito facilmente.

Tratamento e prevenção

Não existe uma medicação antiviral e nem tratamento especifico para o sarampo, apenas se trata os sintomas, sendo a vacina a melhor medida para o combate à doença.

A vacina contra o sarampo é administrada em duas doses, em crianças no primeiro ano de vida e reforçada aos 6 anos. Em geral, é aplicada a tríplice viral, que fornece imunidade para os vírus do sarampo, rubéola, caxumba e mais recentemente varicela e em casos de riscos ou surtos, é administrada a vacina dupla viral, que protege contra o sarampo e a rubéola em adultos e crianças.

Podemos dizer que até o momento a doença permanece em estado de controle nas Américas, com áreas alguns casos confirmados. A questão que levanta preocupação é o fato da imunização de crianças menores de 1 ano não ser tão eficiente e hoje em dia vários casos ocorrem justamente em crianças nessa idade que ficam vulneráveis por um bom período. Existe também o constante estado de alerta para possíveis novos surtos.

Fontes:

TORTORA, G.J, FUNKE, B. R, CASE, C. L. Microbiologia. -8. ed.-Porto Alegre: Artmed, 2005.

https://www.bio.fiocruz.br/index.php/sarampo-sintomas-transmissao-e-prevencao.

VRIES, R.D., DUPREX, W.P., SWART, R.L. Morbillivirus Infections: An Introduction. Viruses 2015, 7, 699-706; doi:10.3390/v7020699.

http://ftp.medicina.ufmg.br/observaped/artigos_infecciosas/SARAMPO_22_8_2014.pdf.

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