Síndrome de Ménière

Por Débora Carvalho Meldau
A síndrome de Ménière ou doença de Ménière é um complexo de sintomas de etiologia ainda não elucidado, que acomete a audição e o equilíbrio.

Foi descrita pela primeira vez em 1861 por um físico francês, chamado Prosper Ménière, a partir de um grupo de pacientes diagnosticados como portadores de “congestão cerebral apoplectiforme”. Ménière sugeriu que o sistema auditivo era repentinamente acometido, com o aparecimento de um zumbido e diminuição da audição, e, como o ouvido interno é o local acometido, o surgimento da vertigem, tontura e desequilíbrio, acompanhados por náusea, vômito e síncope, poderia receber explicação sem que houvesse algum comprometimento que envolvesse o sistema nervoso central.

No ano de 1874, Charcot passou a denominar tal alteração de “Doença de Ménière”. Após as descrições histopatológicas de Hallpike e Cairns feitas em 1938, essa doença tornou-se reconhecida como a expressão clínica de uma síndrome idiopática de hidropisia endolinfática.

Dentre as causas dessa síndrome, encontram-se os distúrbios auto-imunes, os processos inflamatórios do ouvido, a sífilis e o traumatismo craniano.

As principais manifestações clínicas dessa doença são os episódios de vertigem, precedidos por surdez flutuante, zumbido e sensação de pressão no ouvido (ouvido tapado) semelhante à produzida pela diferença de altitude. Inicialmente, esses sintomas manifestam-se apenas unilateralmente, mas podem acometer os dois lados quando o quadro evolui.

O diagnóstico é feito com base no histórico clínico e sintomas apresentados pelo paciente. A Academia Americana de Otolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço estabeleceu os seguintes critérios para o diagnóstico:

  • Presença de duas ou mais crises de vertigem rotatória com duração de, no mínimo, 20 minutos;
  • Redução da audição registrada pelo audiometri;
  • Presença de zumbido ou pressão no ouvido.

Existem alguns exames de imagem que auxiliam no estabelecimento do diagnóstico diferencial com outras síndromes de vertigem.

Não existe tratamento da doença de Ménière totalmente eficaz. A terapêutica com fármacos, no geral, não é bem-sucedida, embora alguns pacientes respondam positivamente ao uso de vasodilatadores, como a histamina e a niacina. Quando não há sucesso com o tratamento conservador, pode ser considerada a opção de intervenção cirúrgica para alívio da vertigem. A cirurgia consiste na secção do oitavo nervo craniano ou na labirintotomia destrutiva, que parecem ser igualmente eficazes na supressão das crises agudas de vertigem.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_M%C3%A9ni%C3%A8re
http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/05/26/doenca-de-meniere-tratamento-medicamentoso/
http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/6123/sindrome-de-meniere
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-72992003000100012&script=sci_arttext&tlng=es

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