Síndrome de Wallenberg

Por Débora Carvalho Meldau
A síndrome de Wallenberg, também conhecida como síndrome da artéria cerebelar posterior inferior, tem etiologia em um acidente vascular cerebral (AVC) na artéria vertebral ou posterior inferior do cerebelo do tronco cerebral.

Esta síndrome se caracteriza por problemas sensoriais que acomete o tronco e as extremidades do lado oposto ao derrame e déficits sensoriais que afetam a face e os nervos cranianos ipsilateral ao derrame.

Dentre as diferentes manifestações clínicas, encontram-se dificuldade de deglutição, rouquidão, vertigem, náuseas, vômitos, nistagmo (movimentos rápidos e involuntários dos olhos), alteração na marcha e problemas de equilíbrio. Há a presença, em alguns pacientes, da perda da sensação de calor e/ou dor no lado oposto do corpo e do mesmo lado da face do infarto. Também podem ocorrer soluços incontroláveis, bem como a perda do paladar em um dos lados da língua.

O tratamento desta moléstia visa aliviar os sintomas, e também, auxiliar os pacientes que desenvolveram a síndrome devido a um derrame, recuperar suas atividades rotineiras e lidar com a perda neurológica.

Pode ser necessário o uso de sonda alimentar, caso a deglutição encontre-se prejudicada. Em alguns casos, a terapia de fala pode ser benéfica. Em certos pacientes pode ser feito o uso de fármacos, como os anti-epilépticos gabapentina, objetivando aliviar ou eliminar a dor.

A sintomatologia mais difícil de ser controlado nessa síndrome é  o soluço. Este, por sua vez, pode ser tão severo que o paciente muitas vezes apresenta grande dificuldade para comer, dormir e conversar. Dependendo da gravidade gerada pelo AVC, os soluços podem durar semanas.

O tratamento a longo prazo habitualmente envolve o uso de anticoagulante (como, por exemplo, a varfarina). Outros fármacos podem ser necessários para diminuir a pressão, quando esta estiver elevada.

O prognóstico para um paciente com a síndrome de Wallenberg fica na dependência do tamanho e localização da região danificada do sistema nervoso central (SNC) pelo AVC. Alguns indivíduos podem apresentar redução da sintomatologia dentro de algumas semanas ou meses, enquanto outros podem permanecer com alterações neurológicas significativas por muitos anos após o surgimento dos primeiros sintomas.

Fontes:
http://pedrorpb.blogspot.com/2009/04/sindrome-de-wallenberg.html
http://www.miltonmarchioli.com.br/artigos/neurologia/epilepsia/SINDROMEDEWALLENBERG-MARCHIOLI.pdf
http://www.ninds.nih.gov/disorders/wallenbergs/wallenbergs.htm

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