Terçol

Por Débora Carvalho Meldau
As pálpebras são estruturas que possuem a função de proteção dos olhos, ajudando a distribuir a umidade, através das lágrimas, assim como também desempenham uma barreira física contra lesões. Podem ocorrer diversos tipos de patologias palpebrais que podem prejudicar as estruturas oculares. Uma afcção que acomete a região palpebral e é muito comum, é o terçol.

O terçol, ou hordéolo, é uma pequena infecção de uma glândula sebácea Zeiss e Mol, causada por bactérias, geralmente estreptococo ou estafilococo e, dependendo de sua localização, pode ser interno ou externo, atingindo a margem palpebral ou a parte do olho que se conecta aos cílios. A região onde aparece esta afcção fica inchada e dolorida. Existe também outra patologia quer afeta a pálpebra, mas que não é provocada por uma infecção e é muito confundido com o terçol, que é o calázio.

Inicialmente, o terçol aparece na forma de um pequeno caroço, apresentando vermelhidão na pálpebra, dor e calor.  Dento de dois a três dias instala-se o quadro e, na maior parte das vezes, a resolução é espontânea, havendo a drenagem e o desaparecimento do terçol. É muito raro, mas o terçol pode evoluir para casos mais graves, resultando numa infecção em toda a região orbitária.

O tratamento é feito com o uso de pomadas a base de antibióticos, colírios e, também, com a aplicação local de calor úmido, através do uso de compressas quentes. Nos casos de pessoas idosas ou imunossuprimidos, há a necessidade da realização de uma antibioticoterapia sistêmica, por via oral, devido à alta vascularização da pálpebra, tornando assim, mais fácil a disseminação da infecção.

As recomendações feitas no caso do aparecimento do terçol são:

  • Compressas feitas com água filtrada morna, ou soro fisiológico diversas vezes ao dia;
  • Cuidado no processo de higiene da pele com xampus de pH neutro (funcionam como detegente), ajudam a desobstruir os canículos das glândulas;
  • Lave a mão várias vezes ao dia e evite passá-la no local onde está instalado o terçol

Fontes:
http://www.drauziovarella.com.br/arquivo/arquivo.asp?doe_id=109
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/14979
http://www.visaolaser.com.br/doencas_cirurgia/doencas/tercol.htm
http://www.msd-brazil.com/msd43/m_manual/mm_sec20_220.htm

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