Trombocitose

Por Débora Carvalho Meldau
A trombocitose, também denominada hiperplaquetose, é o termo utilizado para definir uma alteração quantitativa do número de plaquetas quando há um aumento do número desses elementos por microlitro (µL) de sangue.

Pode ter etiologia reativa ou primária (também chamada de essencial, oriunda de doença mieloproliferativa). Embora seja normalmente assintomática, especialmente quando é causada por uma reação secundária, pode levar a uma predisposição para a trombose.

Os fatores desencadeantes da trombocitose são:

  • Trombocitose primária: causada por proliferação neoplasia na medula óssea. Ex: mielofibrose, leucemia plaquetária, leucemia megacarioblástica.
  • Trombocitose secundária (reativa): resultada da estimulação da medula óssea. Ex: anemias regenerativas, anemias por deficiência de ferro, endocrinopatias (diabetes mellitus, hiperadrenocosticismo, hipotireoidismo), inflamação séptica ou asséptica, neoplasias, terapias com corticóides, recuperação de trombocitopenias imuno-mediadas ou causadas por quimioterapias anti-neoplásicas. Existe um segundo tipo de trombocitose secundária que é causada pela redução do clearance esplênico, como no caso de excitação, exercícios, estresse, fraturas ou traumas em tecidos moles e pós-esplenectomia.

A contagem normal de plaquetas para os humanos encontra-se dentro de uma faixa que vai de 150.000 a 450.000 por mm3. Estes limites são estabelecidos por percentis e um valor que não se encontra englobado nesse intervalo não significa necessariamente que haja alguma afecção; contudo, contagens superiores a 750.000 (e principalmente acima de 1.000.000) são consideradas suficientemente severas para se realizar uma investigação minuciosa de tal ocorrência.

Como já foi ressaltado, a contagem plaquetária elevada não significa necessariamente que algum problema clínico esteja presente. Todavia, faz-se necessária a realização de uma anamnese detalhada para afirmar que a condição não é resultante de um processo secundário.

Os pacientes com trombocitopenia podem apresentar náuseas, enjôos, vômitos, perda de noção espacial (labirintite) e formigamento das extremidades. Uma pequena parcela dos pacientes relata sintomas de eritromelalgia, uma sensação de ardência e vermelhidão das extremidades.

O diagnóstico é feito por meio do hemograma, mas também pode englobar outros testes laboratoriais, como enzimas hepáticas, função renal e taxa de sedimentação eritrocitária. Em casos no qual é difícil determinar a causa da alta contagem de plaquetas, realiza-se uma biópsia da medula óssea (mielograma), para verificar se a elevada contagem é de causa reativa ou primária.

Habitualmente não é realizado o tratamento para a trombocitose reativa. Contudo, deve-se tomar cuidado para a possibilidade de surgir doenças resultantes dela, como hipertensão, problemas esplênicos, insuficiência cardíaca e falência renal.

No caso da contagem plaquetária encontrar-se superior a 750.000 na trombocitose primária, utiliza-se a aspirina que, aparentemente, desempenha papel protetor quando administrada em baixas doses. Níveis mais extremos são tratados com hidroxiureia, que é um agente citorredutor (diminui o número plaquetário). Outro novo fármaco tem sido utilizado para o tratamento da trombocitose primária, o anagrelide. Todavia, pesquisas recentes demonstram que esse último não é significativamente mais eficaz do que a hidroxiureia.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Trombocitose
http://www.tecsa.com.br/media/File/pdfs/DICAS%20DA%20SEMANA/PET/PET%20ALTERAES%20PLAQUETRIASII.pdf

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