Comunidade clímax

Quando pensamos em ecossistemas, estamos lidando com diferentes características ambientais e diferentes organismos, que resultam em diferentes processos. É chamado de comunidade clímax o processo em que comunidades simples são substituídas por populações mais complexas, quando uma comunidade se estabiliza e consegue dar início ao processo de reprodução, essa comunidade estará momentaneamente adaptada, atingindo o clímax, ou seja, evoluída para sobreviver. Esses processos comumente são lentos e funcionam de forma gradual.

Antes do momento clímax ser atingido, as espécies passam por outras duas etapas, Ecese e Sere.

  • Ecese – são os primeiros organismos que se instalam no ambiente, podem ser insetos, musgos, gramíneas. Não existe um padrão, cada ambiente será colonizado de uma maneira diferente.
  • Sere – Nessa etapa o ambiente irá sofrer importantes transformações, o ambiente e as espécies terão suas características alteradas. Exemplo: uma área que antes era terreno com gramíneas se tornará repleto de vegetação arbustiva, e aves que antes não visitavam as gramíneas irão começar a frequentar o novo ambiente, aproveitando dessa nova vegetação mais alta e atrativa, farão isso com frequência, até se instalarem.
  • Clímax – Então chegamos finalmente ao clímax, momento em que o ambiente terá um elevado número de espécies e nichos ecológicos, o ambiente se encontrará em equilíbrio.

O processo de sucessão ecológica pode ser feito de duas maneiras, sendo um deles primário e o outro secundário.

  • Sucessão primária – Se caracteriza pelo momento em que organismos pioneiros colonizam uma determinada área, que em nenhum outro momento foi colonizada. Sejam esses organismos sementes, insetos, mamíferos, não faz diferença, desde que sejam os primeiros a chegarem, estarão colonizando a área.
  • Sucessão secundária – Se caracteriza por ser uma região onde antes já houve vida, mas que por algum motivo sofreu uma brusca mudança, sendo um ato natural ou antrópico, é uma área que teve toda sua região modificada ou degenerada. Então, assim como acontece na sucessão primária, espécies irão colonizar o ambiente.

Existem algumas teorias que tentam explicar os motivos envolvidos no processo de evolução das espécies, para que consigam atingir o momento de clímax. Algumas delas á seguir.

  • Monoclímax – Essa teoria acreditava em uma comunidade clímax padrão, determinada pelas características climáticas da região. A teoria ainda dizia que espécies distintas nada mais eram que diferentes estágios dessa comunidade clímax padrão.
  • Policlímax – Essa teoria diferentemente da primeira, reconhecia e acreditava em vários tipos de vegetação como comunidades clímax.
  • Gradiente ambiental – Essa teoria acredita em padrões climáticos definidos em regiões homogêneas, onde diversas comunidades clímax irão interagir, estando de acordo com gradientes e condições ambientais.

Ressaltando que essas teorias são antigas, sendo elaboradas por volta de 50 e até 100 anos atrás.

Alguns pesquisadores ainda acreditam que exista o disclímax, que é uma categoria antes do clímax, sendo esta uma etapa muito conturbada, onde existem muitos distúrbios, por isso é considerada de difícil adaptação pelas espécies. Mesmo com os problemas, as espécies não estão impossibilitadas de prosseguirem com os processos de evolução. Nesse caso específico, muito dos problemas acusados provém de ações antrópicas.

Referências bibliográficas:

http://www.ib.usp.br/ecologia/sucessao_ecologica_print.htm

http://www.uff.br/prebio/sucessao.htm

http://www.ib.usp.br/~delitti/projeto/ricardo/teorias.htm

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