Fatores que limitam o crescimento populacional

Por Fabiana Santos Gonçalves
Dentre os principais fatores podemos citar a densidade populacional, a disponibilidade de alimentos, competição intra-específica, competição interespecífica, a predação e o parasitismo.

Esses fatores variam constantemente de intensidade em populações naturais, provocando flutuações no tamanho delas. Quando um desses fatores limitantes é abrandado, há um aumento na taxa de crescimento. Já quando há um aumento na intensidade de um ou mais desses fatores limitantes, pode-se observar uma diminuição do tamanho populacional.

A densidade populacional é um fator dependente das taxas de nascimento e morte, assim como da emigração e da imigração dos indivíduos da comunidade.

As competições intra-específica e interespecífica podem excluir alguns indivíduos da população e contribuir com a seleção natural sobre os competidores.

Em uma espécie de borboletas, apenas cerca de 0,26% dos indivíduos nascidos conseguem atingir a idade adulta. Cerca de 59% more ainda na fase de lagarta, por causa de doenças, 34% por causa do parasitismo e 4% pela predação por pássaros. Podemos imaginar que essa taxa 0,26% é muito baixa, mas nesse caso, é essencial para manter estável o tamanho dessa população, evitando uma superpopulação de borboletas e conseqüente aumento da influência de fatores limitantes de crescimento.

Se colocarmos um único casal de moscas em um frasco com um suprimento fixo de alimentos, haverá um aumento muito grande na população de descendentes, mas apenas no início, pois logo atingirão o limite. Isso ocorre porque há uma grande competição por alimento entre as larvas, causando uma grande mortalidade em populações muito numerosas. Em populações muito densas, também há uma redução da duração da vida adulta.

Nas relações entre predadores e presas, há uma relação de interdependência. Pode acontecer a extinção de um tipo de predador se acabar a disponibilidade de suas presas, e ele não conseguir substituí-la.

Gause realizou um experimento com um Paramécio (protozoário ciliado) e um didínio (também protozoário ciliado), que é seu predador e provou essa interdependência.

Quando adicionou os predadores (didínios) à população de presas (paramécios), logo houve um aumento na população de didínios e diminuição da população de paramécios. Quando esta desapareceu, os predadores também morreram, por falta de alimento.

Quando ele colocou esconderijos para as presas, houve um inicial na população de predadores, até sua extinção, quando acabou o alimento. Os paramécios que havia se escondido, passaram a se reproduzir até atingir o tamanho limite de acordo com as condições do meio, pela ausência de seu predador.