BM&F Bovespa

Por Emerson Santiago
BM&F BOVESPA é a sigla de uma compania fundada em 2008, resultado da fusão de BM&F (sigla correspondente a Bolsa de Mercadorias e Futuros) e BOVESPA (Bolsa de Valores de São Paulo). Trata-se de uma das maiores bolsas do mundo em valor de mercado e que tem por objetivo facilitar a negociação de ações e demais títulos de investimento de mercado, commodities (mercadorias de origem primária), títulos futuros e similares. Sua sede está localizada na cidade de São Paulo, e o nome de seu principal índice econômico é IBOVESPA.

As atividades da BM&F Bovespa consistem em desenvolver, implantar e prover canais de ações, derivativos de ações, títulos de renda fixa, títulos públicos federais, derivativos financeiros, moedas à vista e commodities de natureza agrícola. É ainda por meio de suas plataformas de negociação que a BM&F BOVESPA realiza o registro, liquidação e compensação de ativos e valores mobiliários, além de listagem de ações e outros ativos, divulgando ainda informações de suporte ao mercado. A companhia atua também como depósito central de ativos negociados em seus ambientes, além de licenciar índices e software (as siglas com as quais são identificadas as empresas em qualquer informativo de bolsa de valores). É responsável ainda por atividades de gerenciamento de risco de operações realizadas mediante seus próprios sistemas. Sua atuação também inclui o fomento de mercado de capitais nacional.

Além dessas suas triviais operações, a BM&F Bovespa investe na área social, com especial atenção a comunidades em desenvolvimento que estejam em relação com as áreas cobertas pelas suas próprias operações .

A história da bolsa de valores paulista tem início em 1890, quando é fundada pelo negociante de capitais Emílio Rangel Pestana a "Bolsa Livre", o embrião da futura Bolsa de Valores de São Paulo. O empreendimento durará cerca de um ano apenas, devido às condições catastróficas proporcionadas pela infame política governamental que ficou conhecida com o nome de "encilhamento", fomentadora da especulação indiscriminada que ocorreu à época.

Em 1895, surge nova tentativa de formação de um canal de comercialização de títulos financeiros, a Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo, que se concentrava principalmente na negociação de títulos públicos. Esta reincarnação da bolsa paulista obterá sucesso, sendo que em 1934, ela será rebatizada de Bolsa de Oficial de Valores de São Paulo e transferida para o Palácio do Café. Além dessas mudanças, as trocas agora ocorrem em uma espécie de fosso, onde se reuniam todos os corretores, formato que foi seguido até a informatização da BOVESPA na década de 90; antes, os investidores e corretores ficavam em frente a largos quadros negros onde operadores apoiados em grandes escadas iam alterando os valores e desempenho de cada título conforme o progresso dos negócios. Em 1967 surgem as sociedades corretoras e do operador de pregão e o nome BOVESPA (Bolsa de Valores de São Paulo) irá permanecer até 2008. Em 1986 surge a BM&F, que negociava os títulos futuros, e que em 2008 irá se fundir à BOVESPA, dando origem à atual configuração da bolsa paulista. Na década de 70 inicia-se a automatização do sistema, com a introdução de cartões perfurados em substituição aos boletos utilizados nas negociações, sendo que em 1972 o pregão começa a operar por meio de computadores; a automatização chegaria ao auge no início do século XXI, onde desapareceria a imagem turbulenta de corretores se atracando e gritando os preços, dando lugar a um sistema automatizado que colocava um panorama mais calmo e harmônico aos negócios no recinto.

Bibliografia:
Sobre a Bolsa/História. Disponível em: http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/intros/intro-sobre-a-bolsa.aspx?idioma=pt-br . Acesso em: 14 ago. 2011.