| Por Thais Pacievitch |
No Brasil, o capital de risco trouxe boas chances para as empresas nacionais se expandirem e, dessa forma, conquistarem novos mercados. A presença de investidores deste setor é de vital importância para o desenvolvimento de pequenas e médias empresas cuja base é a tecnologia.
As entidades de capital de risco são entidades financeiras cujo objetivo principal é participar temporariamente do capital de empresas cuja natureza não seja imobiliária ou financeira. O objetivo é que, com a ajuda do capital de risco, a empresa aumente seu valor e que, ao final do investimento, o capitalista possa se retirar obtendo um benefício (lucro).
O investidor de risco procura participar de investimentos em empresas que pertençam a setores dinâmicos da economia, aquelas das quais se espera um crescimento superior à média. Quando a empresa consegue incrementar seu valor suficientemente, os fundos de risco são retirados do negócio consolidando sua rentabilidade.
Os fundos de capital de risco canalizam grandes somas de dinheiro em direção a novos negócios de alto risco e alta rentabilidade, pondo a disposição de uma nova geração de empreendedores dinheiro suficiente para enfrentar empresas já existentes. Por este motivo e com as expectativas geradas pela Nova Economia, que as firmas desta indústria conseguiram atrair uma importante quantidade de capitais de risco. Foi graças a este modelo que empresas como a Netscape e Amazon, puderam desafiar empresas fortes e consolidadas como a Microsoft, por exemplo. Sem esta capacidade de financiar novas e inovadoras formas de negócios, toda a revolução da informática teria acontecido de forma muito mais lenta.
Existem dois tipos de investimentos de risco, são eles: Semente (pequenos capitais de risco que são utilizados para fazer “germinar” um projeto inovador, aqui o risco é bastante elevado) e Venture Capital (capital de risco que contribui nas etapas iniciais de desenvolvimento de um empreendimento. Este tipo de capital busca uma rentabilidade próxima de 50%, num período que leva de 5 a 7 anos).
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| Data de publicação: 29/07/2008 Categorias: Economia |
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