Clubes de Investimentos

Um clube de investimentos é a união de um grupo de pessoas, interessadas em realizar aplicações em Ações, em conjunto. Geralmente, a aplicação em Ações envolve valores elevados, taxas consideráveis, complexidade no acompanhamento dos rendimentos, além da complexidade do próprio mercado. Assim, os clubes de investimentos representam uma boa forma para aplicadores iniciantes entrarem no mercado de Ações.

Os pioneiros dos clubes são os Estados Unidos, onde eles existem desde os anos 40. No Brasil, desde 2002 a Bovespa tem um programa de popularização, para disseminar esse modelo de investimento – atualmente, já são mais de 2 mil clubes no Brasil.

Para aplicar, é necessário criar um clube com um fim específico ou reunir-se a um já existente. A regulamentação dos clubes é feita através do Ministério da Fazenda, mediante registro junto ao CNPJ, através do registro na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), além da obrigatoriedade de estarem ligados a um banco ou corretora, que em geral disponibilizam um administrador, para auxiliar o clube na administração e nas decisões de investimento. Existe uma limitação legal na quantidade de participantes, que deve ser de no mínimo 3 e no máximo 150. Da mesma forma, existe limitação em relação ao total de participação – nenhum dos cotistas pode possuir mais de 40% do total do patrimônio do fundo.

Diferente os fundos de investimento, onde geralmente a administração e as decisões de aplicação são feitas por profissionais especialmente contratados para isso, no caso dos clubes é possível participar mais diretamente da administração e das decisões de aplicação. Também, é ser possível reunir um grupo amigos e conhecidos para um investimento específico – em uma determinada empresa, por exemplo.

Existem 2 tipos específicos de clubes: os do tipo aberto, que aceita a participação de qualquer investidor, e o do tipo fechado, que são restritos a um determinado grupo de investidores –por exemplo um grupo de funcionários de uma empresa ou um grupo de amigos que não deseje abrir seu clube a quaisquer outros. Os clubes fechados não estão sujeitos à restrição do número de participantes (no máximo 150), mas tal facilidade deve ser analisada e autorizada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

A acessibilidade (é possível investir qualquer quantia), a possibilidade de diversificação (aplicações diferentes da poupança se tornam disponíveis para quem tem pequenos valores para investir) e a possibilidade de participação na administração da carteira, são os principais atrativos dos clubes de investimentos.

Os clubes têm ainda, algumas facilidades em relação à legislação dos fundos de investimentos: por exemplo, os clubes não estão sujeitos às auditorias obrigatórias nem à divulgação do valor diário da cota.

Da mesma forma, a tributação dos clubes é menor do que a dos fundos de investimentos em ações. Para os clubes que têm suas carteiras compostas por, no mínimo 67% de ações negociadas através da bolsa de valores, a tributação do imposto de renda é de 15%. Ela sobe, apenas para aqueles clubes cujas carteiras não seguem essa composição.

Da mesma forma que os fundos, os clubes de investimento cobram taxas de administração de seus cotistas, que giram em torno de 4% ao ano, sobre o montante investido.

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