Pesca Explosiva

Por Fernando Rebouças
A pesca explosiva é aquela que utiliza explosivos arremessados na água como forma de atrair uma maior quantidade de peixes para a superfície. Segundo a Lei Federal 9.605/98 , essa prática é considerada crime.

Além ser de um crime, a pesca explosiva tem ameaçado espécies marinhas e ecossistemas em várias regiões do mundo e do Brasil. Em nosso país, a pesca explosiva é muito praticada na Baía de Todos os Santos, estado da Bahia.

A Baía de Todos os Santos possui 800 quilômetros quadrados e quarenta e cinco ilhas. No litoral baiano, os explosivos utilizados, além de trazer os peixes para a superfície (por estes ficarem tontos com o impacto), também mata filhotes de peixes fora do tamanho permitido para a pesca, mata os crustáceos e provocam perdas irreversíveis na flora marinha e nos corais.

Na maioria dos casos, utiliza-se dinamites jogadas no mar com a capacidade, muitas vezes de atingir a vida marinha num raio de até 250 metros. As bombas trazem para superfície peixes, crustáceos e moluscos. As espécies que emergem do local onde a bomba atingiu são desprezadas por serem estilhaçadas, as demais, mesmo tendo as espinhas e vísceras dilaceradas são aproveitadas, mesmo estando internamente pastosas, para a comercialização.

Desde o século XIX, esse tipo de pesca é utilizada; no século XX, foi muito praticada na cidade do Rio de Janeiro. A pesca explosiva somente passaria a ser considerada crime a partir dos anos 1960. Além da Lei Federal, a pesca explosiva é considerada crime nas leis estaduais e municipais.

A comercialização de explosivos é controlada pelo Exército. Na maioria dos casos, o explosivo chega às mãos dos pescadores pelo comércio ilegal. Os pescadores ‘bombistas’ utilizam um dinamite artesanal, feito com pólvora de rojões.

Os praticantes dessa pesca justificam a prática como uma maneira de aumentar a produtividade do pescado, de aumentar a renda familiar e compensar a falta de financiamento para a pesca, sem compreender as reais perdas biológicas que, no futuro, podem gerar graves perdas econômicas em virtude da extinção do pescado.

Fontes:
http://ilhaitaparica.com/blog/?tag=pesca
https://www.dpc.mar.mil.br/epm/portuarios/Ed_Ambiental/Salvador_Conceicao.pdf
http://veja.abril.com.br/110309/p_118.shtml