Sistema bancário e intermediação financeira no Brasil

Por Emerson Santiago
Ante a atual situação econômica do Brasil, com o intenso crescimento da movimentação financeira, torna-se cada vez mais indispensável a demanda por recursos, fazendo assim com que as instituições financeiras assumam um papel cada vez mais preponderante no meio econômico nacional.

Este mecanismo de movimentação financeira geralmente se inicia com o intermediário financeiro, que tem como principal meta buscar dinheiro com aqueles que o tenham sobrando e desejam investi-lo de alguma maneira. O intermediário pagará uma taxa pelo empréstimo, e receberá outra daquele a quem repassará o dinheiro. Formalmente, a atividade recebe o nome de mediação, que é um termo bastante apropriado, pois, a grosso modo, tal personagem irá conectar os dois pólos da economia, aquele que necessita de capital e aquele que o tem disponível para investimentos. O intermediário é geralmente uma grande instituição, que destina-se exclusivamente a esta finalidade (tal é o caso das financeiras ou bancos de investimentos).

O Sistema financeiro nacional é constituído por:

  • Conselho Monetário Nacional;
  • Banco Central do Brasil / Banco do Brasil S.A.;
  • Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social;
  • demais instituições financeiras públicas e privadas;

Obviamente, em qualquer economia sólida, é necessário um agente que regule a atividade econômica, e neste caso em particular, o setor de investimentos. Assim, entra em cena o Banco Central do Brasil, instituído por lei a 31 de dezembro de 1964, e efetivamente em atividade a partir de março de 1965. O Banco Central, de um modo bem simplificado, pode ser definido como o "banco dos bancos", destinado a regular não só a atividade dos bancos em geral, mas também zelar pela saúde financeira do país como um todo. Mais especificamente, exerce o monopólio da emissão monetária (papel moeda e moedas), gerência do meio circulante brasileiro e ainda o controle do sistema financeiro nacional, regulando taxas dos empréstimos, juros, etc.

O ano de 1965 é importante para esta matéria em particular não apenas pela criação do Banco Central, mas também por uma série de reformas a qual o sistema econômico e financeiro foi imerso, inspirado em boa parte pelo sistema norte-americano, que priorizava a especialização das instituições. Porém, em virtude do ambiente econômico local, os bancos comerciais ocuparam o papel de líderes de grandes conglomerados, no ambiente uma vez ocupado por instituições especializadas, mesmo com o fato de pequenos bancos regionais assumirem o maior volume de negócios de intermediação financeira e de prestação de serviços.

Anteriormente exercida apenas por bancos, a atividade financeira hoje conta com um diversificado número de intermediários financeiros não bancários, com áreas específicas e determinadas de atuação. De maneira semelhante a pauta de ativos financeiro sofreu sensível ampliação, abrindo-se um novo leque de opções para a captação e aplicação de poupanças, criando desse modo um cenário propício para o incremento da atividade de intermediação.

Bibliografia
Portal Brasil da página da Presidência da República - Criação do Banco Central do Brasil . Disponível em: http://www.brasil.gov.br/linhadotempo/epocas/1964/criacao-do-banco-central-do-brasil. Acesso em: 9 maio 2011.

CLEMENTE, Ademir. KUHL, Marcos Roberto. Intermediação financeira no Brasil: Influência na taxa de captação sobre a ataxa de aplicação . Disponível em: http://www.congressousp.fipecafi.org/artigos62006/236.pdf . Acesso em: 9 maio 2011.

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