Educação de Adultos

Por Fernando Rebouças
Quando a escola pública regular não consegue assumir o seu compromisso de ser uma instituição de livre acesso à todos, muitos cidadãos chegam a idade adulta sem saber ler e escrever. Além de causas sociais e financeiras que afastam o indivíduo da escola, o não investimento na estrutura escolar impossibilita o acesso ao ensino.

Para acabar com o analfabetismo entre os adultos e ajudar os jovens a completarem os estudos, no Brasil, governo, ONG´s, empresas e igrejas em várias épocas desenvolveram iniciativas e projetos de levar o ensino a diferentes níveis etários de baixa renda de nossas cidades. O MEC implementou o projeto Pró-jovem, como forma de incentivar o jovem a concluir os estudos.

Porém, a educação de adultos em nosso país teve quatro etapas tradicionais:

Primeiras iniciativas – Iniciativas locais que surgiram com escolas noturnas que surgiram na segunda metade do Segundo Reinado, e cursos noturnos introduzidos no Centro-Oeste, a partir de 1928.

Período 1946/1958 – Neste período surgiu a Campanha de Educação de adolescentes e adultos, e a campanha Nacional de Educação Rural.

Período 1958/1964 – Desenvolveram-se Centros Populares de Cultura, Movimentos de Cultura Popular, Movimento de Educação de Base (MEB) e Plano Nacional de Alfabetização baseado no método de Paulo Freire.

Período pós-1964 – Destacam-se a cruzada ABC e o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL).