Escolas bilíngues

Por Emanuelle Oliveira
As escolas bilíngues não são apenas aquelas que ensinam duas línguas, mas são as que fazem o uso dessas línguas regularmente e simultaneamente. Dessa forma, o aluno irá aprender a escrever, falar e ler ao mesmo tempo dois tipos de idiomas, o seu de origem e outro. Algumas escolas utilizam a segunda língua durante as aulas como forma de facilitar a compreensão do educando. A maioria delas está localizada no estado e São Paulo.

Foto:  Buyerlerdeqalardim (Own work) [CC-BY-SA-3.0 or GFDL], via Wikimedia Commons

Foto: Buyerlerdeqalardim (Own work) [CC-BY-SA-3.0 or GFDL], via Wikimedia Commons

Essa proposta está inserida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que estabelece que todas as escolas devem oferecer obrigatoriamente a disciplina de uma língua estrangeira.

Contudo, o principal objetivo dessas escolas não é suprir essa necessidade, mas proporcionar uma formação aos filhos dos estrangeiros que residem no Brasil. Com isso, eles poderiam dar continuidade aos seus estudos, sem esquecer-se da língua de sua pátria. A maioria delas alfabetiza primeiramente seus alunos com a língua de sua pátria, para somente posteriormente inserirem o idioma estrangeiro. Apesar de possuir um grande número de filhos de estrangeiros, ela ainda é formada uma porcentagem maior de estudantes brasileiros. A participação de alunos nativos do inglês contribui para o aprendizado dos brasileiros, garantindo um ambiente favorável ao biculturalismo e ao contraste dos diversos valores culturais.

De acordo com Zagury (2008) o currículo dessas instituições é diferenciado, já que deve se aproximar do ensino ministrado no país de origem dos seus alunos. Muitas vezes é preciso inserir disciplinas no currículo e considerar o ensino da história e geografia do país de origem em detrimento do ensino tido no Brasil.

Cabe a escola assegurar os objetivos educacionais que, de fato, irá proporcionar ao educando um ensino de qualidade e um bom rendimento escolar. No entanto, é preciso entender que cada aluno tem suas características e necessidades próprias, não podendo haver cobranças e avaliações rígidas e nem sobrecarga, mas um procedimento que possa prevenir os problemas.

Os educadores precisam ser formados nos cursos de letras ou pedagogia, além de possuírem fluência num segundo idioma. Devem proporcionar desde cedo a adaptação da criança nas duas línguas estudadas, como forma de garantir uma assimilação mais rápida dos conteúdos. Os alunos inicialmente precisam passar por um processo de adaptação e reforço para que em seguida possam ser inseridos na classe que irá estudar.

Referências Bibliográficas:
ZAGURY. Tania. Excola sem conflito: parceria com os pais. 8ª ed. Rio de Janeiro. Record, 2008.

BRASI. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Acessado em 16 de abril de 2009. Disponível em: http://portal.mec.gov.br.

Foto: Buyerlerdeqalardim (Own work) [CC-BY-SA-3.0 or GFDL], via Wikimedia Commons