Exame obrigatório para recém-formados em medicina

No dia 24 de julho de 2012, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) divulgou que o exame de final de curso tonou-se obrigatório para todos os profissionais médicos recém-graduados do Estado de São Paulo. De acordo com o órgão, esta medida “torna transparente as deficiências e os méritos dos cursos e de seus alunos”. Porém, o registro profissional não está condicionado à aprovação ou desempenho no Exame.

Ainda segundo o Cremesp, “exames opcionais realizados pelo Conselho nos últimos sete anos revelaram que quase metade dos graduandos sai das escolas despreparado, sem as mínimas condições de exercer a Medicina”.

Apesar das comparações do Exame do Cremesp com o Exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), o primeiro não está condicionado à aprovação para exercício da profissão, basta que o estudante participe. Mesmo que ele seja reprovado ou obtenha um baixo desempenho, tem o direito legal de registrar-se como médico.

Mas não basta apenas que o estudante assine o exame para provar sua participação. É verificado se o participante respondeu todas as questões. Caso as questões não tenham sido respondidas, não é possível obter o comprovante para o registro no Cremesp.  Segundo o órgão, “o Cremesp assume o compromisso ético com o sigilo e a confidencialidade dos resultados individuais. O objetivo do Exame é avaliar o ensino médico e promover mudanças positivas na graduação de Medicina”.

Antes desta decisão, o exame não era obrigatório. Começou a ser aplicado pelo órgão em 2005. O Cremesp aponta que, dos 4.821 estudantes que participaram em sete anos de aplicação, apenas 46,7% foram aprovados. Naquele mesmo período, notou-se que a principal dificuldade dos estudantes estava nas seguintes áreas de conhecimento: Clínica Médica, Obstetrícia, Saúde Pública  e Ciências Básicas.

Segundo informações do Cremesp, 16 das 28 instituições de ensino que formarão estudantes de medicina em 2012 foram a favor da medida. Ainda segundo o órgão, a AMB (Associação Médica Brasileira) declarou-se favorável à aplicação obrigatória da avaliação anual. Além do apoio destas instituições importantes, o Conselho afirma contar com o respaldo de outros conselhos regionais e sindicatos.

Na primeira etapa do exame, são resolvidas questões teóricas de múltipla escolha. Já na segunda, os participantes respondem a questões que envolvem situações reais simuladas por computadores. A aprovação, que não impede o estudante de exercer a profissão, é concedida aos que acertam ao menos 60% das questões.

Fontes:
http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=NoticiasC&id=2568
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2012-07-24/cremesp-institui-exame-obrigatorio-para-formados-em-medicina.html
http://www.portalexamedeordem.com.br/blog/2012/07/cremesp-institui-exame-obrigatorio-para-recem-formados-em-medicina-no-estado-de-sao-paulo/

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