Universidade de Cambridge

Por Ana Lucia Santana
Narram as lendárias histórias sobre a origem da Universidade de Cambridge, localizada em Cambridge, na Inglaterra, às margens do Rio Cam, que um grupo de alunos foi excluído de Oxford. Como eram membros de famílias distintas da Inglaterra, conta-se que os pais dos jovens convenceram os monges a oferecer aos seus filhos a necessária formação acadêmica. De qualquer forma, sabe-se que ela foi inaugurada em 1209, recebendo do soberano Henrique III, no ano de 1231, o privilégio de ostentar o monopólio da educação.

Atualmente ela é vista como uma das mais significativas Universidades do Planeta, sendo famosa por sua tradicional liberalidade. Seu primeiro Reitor, oficialmente aceito tanto pelo monarca inglês quanto pelo Papa, foi escolhido em 1226. O Peterhouse, pioneiro ‘college’ da instituição, foi fundado em 1284.

Historicamente registra-se um sério conflito entre estudantes e a Universidade, o qual gerou a eliminação de documentos importantes e a morte de diversos universitários. Desta batalha acirrada só restou o colégio Corpus Christi, instituído em 1352, graças a sua atuação pela paz neste episódio sangrento.

A Universidade conta hoje com 31 colégios autônomos e autogeridos, aos quais cabe a transmissão de conhecimentos de nível superior. Todo o corpo universitário e a maior parte dos acadêmicos estão conectados nesta rede. Cada um deles detém sua própria estrutura arquitetônica e oferece aos alunos um espaço para residência e outro para as refeições.

A Universidade de Cambridge ostenta, desde o princípio, uma intensa ligação com a esfera musical, seguindo especialmente a tradição coral e medieval, centrada no Trinity College. Infelizmente o evento bélico transcorrido no interior da instituição arranhou, de certa forma, sua vocação cultural, pois na época vários colégios tentaram impedir o livre exercício teatral, então muito em voga na Universidade.

Esta tempestade também foi a responsável pela decisão do Reitor Lorde Burghley, então exercendo igualmente o cargo de Ministro das Finanças, de adotar, em 1585, leis rígidas, as quais também previam o uso compulsório de uniforme. No século XIX, porém, os alunos já agiam livremente e a própria Universidade esforçou-se para desmanchar os laços que a uniam às instituições religiosas, abolindo as provas de religião como eliminatórias nos testes de admissão dos alunos.

Nesta mesma época permitiu-se que o currículo universitário aceitasse em seu âmbito disciplinas como Ciências Naturais, Engenharia e Matemática. Em 1869, outro passo subversivo foi executado por esta instituição, o ingresso de alunas, algo praticamente inédito na esfera da educação superior neste momento.

Seguindo seu caminho revolucionário e pioneiro, a Universidade de Cambridge contou não só com alunos ganhadores do Prêmio Nobel, mas também com a graduação de famosos e polêmicos artistas, jornalistas e autores literários. Além do mais, ela é tradicionalmente considerada o Centro Científico, especialmente focado no campo da informática.

Mas dela saíram também algumas ovelhas negras, ou seja, espiões que muito prejudicaram sua terra natal. Hoje Cambridge também se destaca por suas acirradas competições esportivas com sua principal adversária, a Universidade de Oxford. No seu interior encontra-se igualmente um dos principais símbolos históricos da Arquitetura inglesa, a King’s College Chapel, exuberante capela edificada no estilo gótico, predominante no século XV. Ela é uma das principais representantes desta instituição.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Cambridge
http://jn.sapo.pt/blogs/gilfer/archive/2009/03/16/as-origens-desordeiras-da-universidade-de-cambridge.aspx
http://www.eujafui.com.br/2653941-cambridge/18851-universidade-de-cambridge/