Samário

Por Luiz Ricardo dos Santos
O samário é um metal branco prateado que apresenta um brilho característico, é estável quando exposto ao ar da atmosfera é maleável e dúctil e relativamente mole. Faz parte dos metais de transição externa pertence ao grupo dos lantanídeos. Foi descoberto no ano de 1879 pelo químico francês Paul-Émile Lecoq de Boisbaudran que isolou o metal do mineral samarsquita ((Y,CE,U,Fe)3(Nb,Ta,Ti)5O16), após ter sido observado  através de espectroscopia pelo químico suíço, Marignac no didimio. Recebeu este nome em homenagem ao coronel russo Samarsk.

Existem 21 isótopos do elemento, que são conhecidos, onde 17 são radioativos e somente 4 144Sm,150Sm, 152Sm e 154Sm, são estáveis e a mistura isotópica destes da origem ao samário.

Propriedades Físico-Químicas

  • Símbolo Químico: Sm
  • Número atômico: 62
  • Peso Atômico: 150,36 u
  • Ponto de Fusão: 1074 ° C
  • Ponto de ebulição: 1794 ° C
  • Densidade: 7,52 g/cm³
  • Estado Físico 25°C: sólido
  • Nox: Sm+2 e Sm+3
  • Configuração eletrônica: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d104p6 5s2 4d10 5p6 6s2 4f6

Quimicamente

O samário é um metal medianamente reativo, visto que é necessário que ocorra aumento de sua temperatura para observar as reações do metal. Quando o elemento atinge uma temperatura de 150ºC, ele reage vigorosamente com o oxigênio do ar formando óxido de samário SmO2 e/ou SmO3,  reage com ácidos fortes concentrados ou diluídos como HNO3 e HCl principalmente,   formando sais e hidrogênio porém, os sulfetos de samário apresentam melhor estabilidade em temperatura ambiente e temperaturas em torno de 1100ºC o que mostra ótima eficiência térmica.

Além dos sais o samário forma nitretos, hidretos e alguns outros compostos menos comuns. Não foi observada reação do samário com soluções alcalinas em temperatura ambiente, provavelmente por que o metal necessita de aquecimento para formação de hidróxidos. Pouco se tem conhecimento das propriedades do samário menos ainda de sua função biológica e toxicidade, o que reclama um manuseio cuidadoso.

Ocorrência, obtenção e utilização

O samário não ocorre na natureza em sua forma elementar sendo encontrado comumente na monazita e bastnazita na forma de samasrkita mineral do qual ele foi isolado e é obtido industrialmente.

Atualmente o metal é obtido através de extração por solventes, colunas de troca iônica, eletrodeposição em solução de citrato de lítio e por redução com óxido de lantânio. O samário foi obtido em uma forma mais pura recentemente, em virtude de sua obtenção ser dispendiosa e cara.

O metal tem muitas aplicações importantes, porém bastante semelhante a do restante das terras raras tais como:

  • O óxido de samário é utilizado na fabricação de vidros capazes de absorver a luz infravermelha, na dopagem de cristais de fluoreto de cálcio para produção de lasers ópticos e comuns;
  • Juntamente com outros terras-raras e carbono forma ligas utilizadas na indústria de equipamentos cinematográficos, para fabricar o arco de carbono. Além de utilizado na fabricação de revestimento absorvedor de nêutrons em reatores nucleares;
  • Catalisador na desidrogenação e desidratação do etanol em sínteses orgânicas, o isótopo radioativo 153Sm, utilizado juntamente com cálcio e fósforo na medicina para o tratamento de dores ósseas em pacientes com câncer e em sensores de absorção de espectroscopia no infra vermelho;
  • A liga de samário com o cobalto é um potente imã, proporcionando um alto desempenho magnético e difícil desmagnetização, representa cerca de 2% da liga de metal Misch, utilizado na fabricação de pedra de isqueiros.

Bibliografia:
http://education.jlab.org/itselemental/ele062.html
http://www.chemicool.com/elements/
http://www.lanl.gov
http://bdtd.bczm.ufrn.br/tedesimplificado//tde_arquivos/23/TDE-2009-12-17T050254Z-2363/Publico/ArthurVN.pdf