Contos de Machado de Assis

Por Fernando Rebouças
“O Alienista”, ”A Cartomante”, ”O Enfermeiro”, ”Missa do Galo”, entre outros, são contos mais conhecidos de Machado de Assis, que marcaram a Literatura Brasileira, referência de leitura para todas as idades. No século XIX, o conto como escrita de narrativa, alcançou o seu ápice no empenho literário de Machado de Assis.

Começou a publicar os seus contos em revistas e jornais, desde o início o autor busca identificar e expor o caráter mais psicológico e inerente do ser humano. Alcançou a marca de mais de 200 contos publicados e fez deste estilo literário algo respeitável na literatura nacional.

Dentre os jornais que publicaram os contos machadianos podemos citar o Jornal das Famílias e a Gazeta de Notícias. Muitos foram republicados em várias reedições em forma de livro e outros continuaram quase desconhecidos , como o “Terpsícore”.

Para citar algumas obras, “O Alienista” é marcado pelo ímpeto cientista de Simão Bacamarte de internar os moradores de sua cidade numa tentativa de ajustar os desajustes psíquicos expostos em expressões subjetivas de cada personagem. Em “O Espelho”, o autor em linha psicológica de análise literária expõe o conflito entre alma interior e exterior, tanto que o personagem Jacobina profere : “Em primeiro lugar, não há uma só alma, há duas...Nada menos de duas almas. Cada criatura humana traz duas almas consigo : uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro.”

Estes contos seriam “trechos de vida” que expõe o dia-a-dia comum e o psicológico humano, em núcleo definido e uma narrativa reduzida que condensa o que o autor quer realmente expressar. Para Machado de Assis foi um estilo de narrativa propícia de fazer Realismo em literatura de forma particular.