Cristo Redentor

Por Fernando Rebouças
A idéia de se construir um monumento em homenagem a religiosidade dos cariocas começou a ser planejada em 1921. As doações dos católicos para a construção do monumento iniciou sob a coordenação do Arcebispo Dom Sebastião Leme.

O pintor Carlos Oswald esboçou os primeiros traços do Cristo, a princípio o pintor imaginou o cristo carregando uma cruz e um globo terrestre nas mãos, numa votação a população escolheu a imagem do cristo com os braços abertos. O projeto levou cinco anos para ser concluído, sob o trabalho do engenheiro brasileiro Heitor da Silva.

Assim como o escultor Aleijadinho, os construtores escolheram a pedra sabão para revestir a gigante estátua, mesmo sendo frágil a pedra sabão não deforma e resiste ao tempo. Os desenhos do projeto foram levados para a França, o escultor franco-polonês Paul Landowski idealizou o modelo das mãos e cabeça; as peças ao chegarem ao Brasil, foram transportadas para o alto do morro do Corcovado de trem para a montagem em 1926.

No século XVII, o morro foi batizado de Corcovado em virtude de sua forma lembrar uma “corcova”, forma de corcunda. Em 12 de outubro de 1931, é inaugurada a estátua do Cristo Redentor, em evento solene que contou com a presença do Cardeal Sebastião Leme, do chefe do governo de Getúlio Vargas e jornalistas. Em 1973, o monumento Cristo Redentor foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN). Em 1990, o Cristo é tombado pelo município do Rio de Janeiro.

Desde a primeira idéia de se construir um monumento religioso no alto do Corcovado em 1859, até a sua execução e presença na cidade, o Cristo Redentor tornou-se o cartão-postal de uma cidade, país e conhecido no mundo todo. Como cantava Jobim, de braços abertos sobre a Guanabara.