Por Ana Lucia Santana |
Os desfiles atraíam cada vez mais um número maior de confecções, tanto no eixo nacional quanto na esfera internacional. Os estilistas agrupavam, de forma inédita, trinta e uma das empresas de moda mais conhecidas do mundo. Deste momento até 2001, quando este ‘happening’ atingiu sua décima edição, transformando-se na São Paulo Fashion Week, todo este universo se desenvolveu e amadureceu, preparando-se para uma nova etapa.
Neste meio tempo os estilistas, produtores, modelos, as tecelagens, a imprensa especializada e todos os demais profissionais do ramo se aperfeiçoaram, saíram do estágio amador e ampliaram a esfera da moda. Atualmente este acontecimento já pode ser igualado aos que ocorrem em Paris, Milão, Nova York e Londres.
O SPFW, hoje considerado um dos episódios ‘fashion’ mais notáveis de toda a América Latina, ocorre em sua versão atual duas vezes por ano. Em janeiro o público pode ver o que será usado no próximo inverno; já em julho é possível vislumbrar o que marcará o futuro verão.
Inicialmente o público, reduzido a no máximo 300 pessoas, assistia apenas quatro desfiles diários. Foi quando nasceram as top models brasileiras, tais como Gisele Bündchen, uma das maiores divas de todo o Planeta, Isabeli Fontana, Ana Cláudia Michels, entre outras. Vários estilistas famosos também surgiram neste período: Ricardo Almeida, Reinaldo Lourenço, Ronaldo Fraga. Empresas como Chanel, Versace, e outras, entraram no Brasil.
Nesta trajetória da São Paulo Fashion Week, o Brasil presenciou a ascensão de Fernando Collor, que, antes de deixar o poder, abriu os portos brasileiros para as mercadorias importadas. Diante da concorrência, empresários nacionais se viram diante da única escolha plausível, empregar capital na aquisição de novas tecnologias, maquinário e trabalhadores especializados. Cresceu assim o mercado de moda brasileiro.
Este evento foi, portanto, a vitrine da nova produção nacional, o instrumento de revelação de novas faces, como as de Rhaisa Batista e Emanuela de Paula, o porta-voz de movimentos contra a miséria, pela prevenção de doenças como o câncer e a Aids, a favor da reciclagem, da educação, e de tantas outras bandeiras.
No período de crescimento do São Paulo Fashion Week os investimentos financeiros entraram em ascensão meteórica – de 600 mil reais no primeiro ano, para mais de cinco milhões em 2006. A platéia também foi ampliada; mais de 100 mil pessoas circulam pelos corredores da Fundação Bienal, no Parque do Ibirapuera, onde o evento é realizado.
Os convites são disputadíssimos, uma vez que esta festa da moda não é aberta ao público. Fotógrafos se acotovelam para lutar pela melhor foto. Celebridades e anônimos posam lado a lado, concorrendo pelo melhor espaço, tanto na platéia, quanto nas páginas especializadas.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/São_Paulo_Fashion_Week
http://www.abril.com.br/especial450/materias/baile/fashion.html
| Data de publicação: Categorias: Eventos |
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