São Paulo Fashion Week

Por Ana Lucia Santana
O São Paulo Fashion Week ou SPFW nasceu em 1996, neste momento batizado como Morumbi Fashion. Ele foi concebido pelo produtor Paulo Borges, que pretendia unificar todos os desfiles em uma única data, uma vez que até então eles ocorriam em várias partes do ano. Desta forma era possível criar um evento que igualasse os realizados no perímetro Paris-Milão-Nova York.

Os desfiles atraíam cada vez mais um número maior de confecções, tanto no eixo nacional quanto na esfera internacional. Os estilistas agrupavam, de forma inédita, trinta e uma das empresas de moda mais conhecidas do mundo. Deste momento até 2001, quando este ‘happening’ atingiu sua décima edição, transformando-se na São Paulo Fashion Week, todo este universo se desenvolveu e amadureceu, preparando-se para uma nova etapa.

Neste meio tempo os estilistas, produtores, modelos, as tecelagens, a imprensa especializada e todos os demais profissionais do ramo se aperfeiçoaram, saíram do estágio amador e ampliaram a esfera da moda. Atualmente este acontecimento já pode ser igualado aos que ocorrem em Paris, Milão, Nova York e Londres.

O SPFW, hoje considerado um dos episódios ‘fashion’ mais notáveis de toda a América Latina, ocorre em sua versão atual duas vezes por ano. Em janeiro o público pode ver o que será usado no próximo inverno; já em julho é possível vislumbrar o que marcará o futuro verão.

Inicialmente o público, reduzido a no máximo 300 pessoas, assistia apenas quatro desfiles diários. Foi quando nasceram as top models brasileiras, tais como Gisele Bündchen, uma das maiores divas de todo o Planeta, Isabeli Fontana, Ana Cláudia Michels, entre outras. Vários estilistas famosos também surgiram neste período: Ricardo Almeida, Reinaldo Lourenço, Ronaldo Fraga. Empresas como Chanel, Versace, e outras, entraram no Brasil.

Nesta trajetória da São Paulo Fashion Week, o Brasil presenciou a ascensão de Fernando Collor, que, antes de deixar o poder, abriu os portos brasileiros para as mercadorias importadas. Diante da concorrência, empresários nacionais se viram diante da única escolha plausível, empregar capital na aquisição de novas tecnologias, maquinário e trabalhadores especializados. Cresceu assim o mercado de moda brasileiro.

Este evento foi, portanto, a vitrine da nova produção nacional, o instrumento de revelação de novas faces, como as de Rhaisa Batista e Emanuela de Paula, o porta-voz de movimentos contra a miséria, pela prevenção de doenças como o câncer e a Aids, a favor da reciclagem, da educação, e de tantas outras bandeiras.

No período de crescimento do São Paulo Fashion Week os investimentos financeiros entraram em ascensão meteórica – de 600 mil reais no primeiro ano, para mais de cinco milhões em 2006. A platéia também foi ampliada; mais de 100 mil pessoas circulam pelos corredores da Fundação Bienal, no Parque do Ibirapuera, onde o evento é realizado.

Os convites são disputadíssimos, uma vez que esta festa da moda não é aberta ao público. Fotógrafos se acotovelam para lutar pela melhor foto. Celebridades e anônimos posam lado a lado, concorrendo pelo melhor espaço, tanto na platéia, quanto nas páginas especializadas.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/São_Paulo_Fashion_Week
http://www.abril.com.br/especial450/materias/baile/fashion.html