Eletroencefalograma

Por Débora Carvalho Meldau
O eletroencefalograma, também conhecido como eletroencefalografia (EEG) é uma técnica de exame cerebral capaz de registrar gráficos das correntes elétricas geradas no encéfalo, por meio de eletrodos aplicados no couro cabeludo, na superfície encefálica, ou até mesmo no interior da substância encefálica.

Inicia-se o procedimento colocando eletrodos em localizações pré-determinadas ou na utilização do sistema internacional 10-20 sobre o couro cabeludo do paciente, um amplificador é responsável por elevar a intensidade dos potenciais elétricos que, por conseguinte, serão transpassados para um gráfico analógico ou digitais, variando de acordo com o equipamento utilizado.

O médico faz correlações clínicas com os achados do EEG, com os padrões normais. É possível observar descargas de ondas anormais em forma de pontas, por exemplo, complexos ponta-onda ou atividades lentas focais ou generalizadas.

Este procedimento de diagnóstico tem sido utilizado na medicina, desde 1929, após a descoberta realizada pelo psiquiatra alemão Hans Berger de eu o cérebro possuía a habilidade de produzir uma atividade elétrica capaz de ser registrada. Contudo, foi apenas nas últimas décadas que o EEG começou a ser amplamente utilizado, quando a informática foi acoplada ao sistema eletroencefalográfico.

A informática, por meio de softwares próprios e cálculos matemáticos complexos, tem sido utilizada para gerar mapeamentos cerebrais coloridos. Esse tipo de exame recebe o nome de EEG quantitativo.

O mapeamento em cores concebido pelos computadores e pelas impressoras avalia a quantidade da atividade elétrica de uma dada área por meio das diferentes tonalidades de cor, sendo que as cores roxa e preta indicam baixa amplitude de ondas, enquanto que o vermelho e o amarelo indicam amplitudes maiores. O EEG quantitativo leva a uma avaliação mais detalhada da atividade cerebral, fornecendo uma visão gráfica exata da localização de alterações elétricas.

Nos dias de hoje, a principal indicação para o uso do EEG quantitativo é para determinar a precisa localização de tumores cerebrais, bem como a localização exata de afecções focais do cérebro, como a epilepsia, alterações vasculares e derrame. É utilizado também para diagnosticar distinguir problemas psiquiátricos, tais como hiperatividade e déficit de atenção em crianças, as demências senis ou não, a atrofia cerebral, a esquizofrenia, e até determinados casos de depressão. Em neurologia, além da determinação de focos epilépticos, apresenta importância na monitoração da abstinência de drogas, em infecções cerebrais, nos estados de coma, de narcolepsia e no acompanhamento pós-operatório de pacientes que passaram por alguma cirurgia no cérebro.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eletroencefalografia
http://www.neurocaremed.com.br/si/site/0210/p
http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=356&sec=42
http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/035.pdf
http://www.cerebromente.org.br/n03/tecnologia/eeg_p.htm

AVISO LEGAL: As informações disponibilizadas nesta página devem apenas ser utilizadas para fins informacionais, não podendo, jamais, serem utilizadas em substituição a um diagnóstico médico por um profissional habilitado. Os autores deste site se eximem de qualquer responsabilidade legal advinda da má utilização das informações aqui publicadas.