Criatividade Humana

Por Fernando Rebouças
Não há cultura humana sem o ser humano, sem as suas relações sociais, sem as suas identidades herdadas e deixadas para gerações vindouras, e tampouco sem o caráter criativo e de registro de suas criações e vivências compartilhadas. A cultura humana está relacionada com um universo de símbolos pertencente a um grupo social ou comum a todos os grupos.

Todo o pensamento criativo humano é elaborado a partir de pesquisas, trabalhos, sensibilidades do mundo interno e externo, e sobretudo de um grau de experiência numa realidade percebida. A imaginação focada na criação de algo surge de uma necessidade e do interesse por algo substancialmente palpável ou não.

A sensibilidade humana aqui exposta, fica relacionada com o caráter afetivo/emocional do ser. O objeto criado afere um grau de sentimentos que abre a percepção da pessoa para sentidos positivos ou negativos, e que a coloca a memorizar e se identificar com o que está exposto perante a sua observação de realidade.

Uma cadeira, em sua idéia de objeto criado e construído, nos dá a noção de objeto para descanso e acomodação corporal, porém somente a sua constituição e experimentação real nos dirá se é confortável para o nosso corpo descansar. A descrição ou percepção visual de algo se expande mais através de um determinado nível de experiência.

Toda criatividade humana torna-se em elemento cultural; a criatividade pode partir do espírito imaginativo, mas ganha um maior alcance quando estimulada através de pesquisas, experiências e execuções do fato do “criar”. Quanto mais próxima do sentido percebido pelo receptor ou usuário do material criado, maior valor de identificação e estima o mesmo receberá, principalmente se estiver integrado ou interligado com a realidade de um determinado grupo cultural ou momento histórico.

Fontes
Criatividade e Processos de Criação – Fayga Ostrower – ed. Vozes.
Teoria da Comunicação – A. Matelar – ed. Loyola.