Por Glauber Luciano Kítor |
A luz viaja com velocidade igual pra qualquer observador. Consideremos um observador portando um objeto de dimensões semelhantes às de uma régua, disposta paralelamente a direção da velocidade, viajando a uma velocidade próxima da velocidade da luz, conforme abaixo.
Figura 01: o observador (1) está em repouso e vê a barra em movimento, tendo esta sofrido uma contração. O observador (2), no referencial em movimento, vê a barra com seu comprimento original.
Chamaremos de t o tempo que transcorre pra este observador em movimento, e para o observador em repouso chamaremos o tempo de t'. Em decorrência disso, o tempo se dilata segundo o fator:
Onde
t' é o tempo para o observador em repouso;
t é o tempo para o observador em movimento;
v é a velocidade do observador em movimento;
c é a velocidade da luz.
A partir da expressão anterior, façamos a seguinte análise:
-Tomando duas posições do objeto em movimento: x1 e x2, que são as posições das extremidades inicial e final do objeto em movimento.
-Aplicando as equações de transformação de Lorentz:
Onde
Δx’ é o comprimento do objeto em movimento, visto pelo observador em repouso;
Δx é o comprimento do objeto em repouso.
Referências bibliográficas
EISBERG, Robert RESNICK, Robert. Física Quântica – Átomos, Moléculas, Sólidos, Núcleos e Partículas. Tradução de Paulo Costa Ribeiro, Ênio Costa da Silveira e Marta Feijó Barroso. Rio de Janeiro:Campus, 1979
HALLIDAY, David, Resnik Robert, Krane, Denneth S.
Física 3, volume 2, 5 Ed. Rio de Janeiro: LTC, 2004. 384 p.
x1 =
(x1’ – v.t)
x2 =
(x2’ – v.t)
-fazendo x2 - x1:
x2 - x1 =
(x2’ – v.t) -
(x1’ – v.t)
x2 - x1 =
. [x2’ – v.t – x1’ – (– v.t)]
Finalmente obtemos:
x2 - x1 = (x2’ – x1’) .
O que dá:
![]()
Ou seja,
Δx’ = Δx.![]()
| Data de publicação: Categorias: Física, Mecânica Clássica |
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