Energia Magnética

Por Ana Lucia Santana
A expressão ‘magnetismo’ provém do francês magnétisme. A Física investiga, neste campo, as substâncias portadoras de carga elétrica que têm o poder de atrair ou rejeitar outros materiais igualmente constituídos de eletricidade. O pesquisador Tales de Mileto, um dos primeiros filósofos conhecidos no Ocidente, foi o primeiro a mencionar a existência de elementos com este potencial.

Ao viajar pelo território asiático, na época conhecido como Magnésia e integrado à Grécia, ele verificou que a extremidade de ferro do seu bordão exercia forte atração sobre pequenas pedras. Intrigado, ele se dedicou a investigar este evento e, desta forma, revelaram-se ao seu olhar atento o poder magnético e o fenômeno elétrico.

Mas foi preciso aguardar o despontar do século XIII para que o Homem realmente valorizasse esta descoberta. Nesta época a humanidade conheceu o potencial das bússolas, e o quanto esse conhecimento era essencial para o funcionamento deste utensílio. Embora vários estudiosos tentassem então entender esta energia, apenas no século XIX, nos primórdios da compreensão do eletromagnetismo, com a ajuda de Oersted, e com as leis de Maxwell, que relatam pormenorizadamente as experiências deste novo campo, estas pesquisas são aprofundadas.

Hoje em dia o magnetismo está presente em todas as tecnologias criadas pelo Homem, tais como motores, transformadores, bobinas, aparelhos elétricos, entre outros. Ele é atualmente definido como fruto da interação entre os elétrons, partículas subatômicas de carga negativa.

A quantidade destes corpúsculos e a forma como eles estão configurados no interior dos átomos que compõem as mais variadas substâncias, determinam a performance destes materiais quando eles estão sob o influxo do magnetismo de outro corpo. Há, assim, uma fórmula eficaz para saber se um elemento é ou não de origem magnética; basta dispô-la à influência de um campo magnético.

Outro pesquisador, Franz Anton Mesmer, médico e magnetizador germânico, demonstrou em seus estudos a existência do magnetismo animal, também conhecido como fluido vital, descrito por ele como uma condição específica da vibração - movimento de um ponto que move-se alternadamente em volta de um elemento de referência – do fluido universal. Allan Kardec, codificador da Doutrina Espírita, define este fluido como a energia essencial primordial, que seria a fonte de tudo que existe no Cosmos.

Neste sentido, o magnetismo também é compreendido como o poder humano de exercer influência sobre o outro através da emissão energética de seu ser, bem como de atuar também sobre objetos ou animais. Assim, ele seria fruto de uma ação mútua de duas criaturas vivas, através do fluido magnético, recurso específico empregado nesta interação entre dois seres.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Magnetismo
http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-m.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Magnetismo_animal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fluido_universal