Forças Conservativas e Não-Conservativas

Por Deivid Cezario Teixeira
Você já deve ter ouvido falar alguma vez na Lei da Conservação de Energia, ou talvez, já ouviu a famosa frase que a enuncia: “Nada se perde, nada se cria. Tudo se transforma”.

Pois é, a tão famosa lei da conservação da Energia se resume em afirmar que toda a Energia presente em um determinado corpo, não foi criada por ele, muito menos poderá ser perdida, apenas transformada.

Com isso podemos falar sobre as tais forças conservativas. Em um determinado cálculo de trabalho de uma força, podemos dizer que o trabalho é dado pelo produto entre a força F, o deslocamento s e o co-seno do ângulo formado entre a força F e o deslocamento s, ou em outros termos temos que:

t = f . Δs . cos α

Se pensarmos em um trabalho onde o deslocamento não influencia em seu valor numérico, teremos o que chamamos de forças conservativas, ou seja, aquelas cujo trabalho independe da trajetória. A força Peso é um exemplo de força conservativa, pois independente de qual a trajetória que o corpo irá percorrer, o seu trabalho será dado conforme o enunciado abaixo:

t = m . g . h

Onde m é a massa do corpo, g representa a constante gravitacional, e h a altura em que se encontra o corpo.

Perceba que neste esquema, o corpo de massa m pode percorrer milhares de trajetos diferentes, pois o que realmente importa é a altura que ele está e o local gravitacional em que ele se encontra.

Pensando no oposto, as forças não-conservativas, são aquelas em que o trabalho depende da trajetória percorrida. A força de atrito, a resistência do ar, a força normal, todas são exemplos de forças não-conservativas. Nesse esquema o corpo, ao percorrer um determinado espaço terá correspondente um trabalho único, diferente de qualquer outro caso varie o seu deslocamento.