Por Fernando Rebouças |
Apesar de vários grupos de ambientalistas se oporem à produção de energia elétrica nuclear, governos e empresas continuam investindo no setor, destacando-a como uma geradora de energia sem emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Porém, os protestos contra as usinas nucleares é referente aos altos custos de construção e os danos irreversíveis no meio ambiente na saúde do ser humano.
Os protestos tiveram novo impulso em março de 2011, depois do acidente na usina nuclear de Fukushima, Japão, depois que o país do sol nascente sofre um forte terremoto seguido de tsunami na região nordeste de seu território. Segundo os defensores da produção de energia nuclear, num ambiente de tolerância zero é possível aprimorar o nível de segurança numa usina.
O Brasil possui instalações nucleares na cidade de Angra dos Reis, estado do Rio de Janeiro. Angra 1 e Angra 2 nunca apresentaram riscos ou iminência de acidentes de nível grave. No países detentores de usinas nucleares há políticas de gestão integrada de segurança, no Brasil, esse tipo de política também é empregada para manter a qualidade, proteção do meio ambiente, segurança dos trabalhadores e técnicos envolvidos, e a saúde da população local.
Além de ambientalistas, as usinas nucleares também são criticadas por acadêmicos que apontam a segurança nuclear como algo fantasioso. Os investimentos em energia nuclear tiveram franca expansão nos anos 70 e 80, sobretudo, empurrada pela crise do petróleo. Nesse período, o acidente ocorrido em Three Mile Island, nos EUA, retirou a confiança no setor. Em 1986, o descrédito aumentou depois do acidente na usina nuclear de Chernobyl.
No ano de 1987, o Brasil registrou um acidente nuclear, ocorrido a partir de um material radioativo, no estado de Goiás, quando uma cápsula de material radioativo, o Césio 137, proveniente de um equipamento de raio-x abandonado num ferro velho. A família proprietária do ferro velho abriu a cápsula e teve contato com um pó amarelo radioativo, a experiência matou 4 pessoas e contaminou 120 pessoas. Nesse caso, a segurança falhou pela ausência de monitoramento no descarte de material e equipamento de base nuclear em sua composição.
Fontes:
http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/seguranca-da-energia-nuclear-e-ilusoria-diz-jose-goldemberg?page=2&slug_name=seguranca-da-energia-nuclear-e-ilusoria-diz-jose-goldemberg
http://www.abrasil.gov.br/nivel3/index.asp?id=226&cod=PAMBI
http://www.eletronuclear.gov.br/seguranca/index.php
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