Teoria do Entrelaçamento Quântico

Por Ana Lucia Santana
A expressão ‘entrelaçamento’ foi elaborada por Erwin Schrödinger, físico de origem austríaca, quando ele realizou, em 1935, uma experiência de natureza mental conhecida como Gato de Schrödinger. Nesta investigação ele compara o universo cotidiano com a mecânica quântica, exemplificando com a história de um gato encerrado em uma caixa com um recipiente de veneno.

Um contador é programado para promover a disseminação desta substância fatídica assim que perceber a presença de radiação. Há então várias possibilidades em ação, o animal está vivo ou morto, dependendo de fatos submetidos à incerteza e também do próprio intérprete do evento em questão.

O entrelaçamento ou emaranhamento quântico, portanto, é um evento estudado pela Mecânica Quântica. Segundo esta teoria, dois ou mais objetos podem estar de tal forma conectados que uma face não pode ser analisada adequadamente sem que a contraface seja igualmente afetada, ainda que ambos estejam localizados em dimensões espaciais distintas.

Assim, mesmo que uma partícula esteja neste Planeta e sua contraface esteja situada em outra esfera, portanto distantes anos-luz uma da outra, se uma for movida para baixo a outra também será movimentada na mesma direção simultaneamente, independente do tempo que a luz levar para viajar de um lugar a outro. Este fenômeno é conhecido como teletransporte quântico.

É a essa forte ligação entre determinados objetos que os estudiosos se referem quando afirmam que se criam intensas interações entre as virtudes materiais dos vários sub-sistemas que se afinam. Desta forma, por mais longínquos que os sistemas estejam uns dos outros, se eles estão entrelaçados há sempre alguma ascendência a se estabelecer entre eles.

Os dados são transmitidos entre estes sistemas por meio das diversas condições de emaranhamento que se entrelaçam a um tradicional meio de informação, o teletransporte quântico. Este recurso possibilita o transporte de informações – spin ou polarização, nunca fluidos energéticos ou corpos materiais - por canais quânticos, à revelia da utilização de vias de comunicação.

A teoria do entrelaçamento quântico sustenta diversas inovações tecnológicas recentes, tais como a computação quântica, a criptografia quântica e os experimentos com teletransporte quântico. Por outro lado, ela alimenta algumas das especulações teóricas e filosóficas mais desconcertantes, uma vez que as relações mútuas previstas por esta Ciência contradizem as leis do realismo local, segundo as quais cada partícula apresenta condições bem delineadas, independente de se recorrer a dimensões correlatas remotas.

Há conclusões distintas sobre o que realmente se passa na dinâmica do emaranhamento quântico. Estas várias visões sobre o que ocorre neste processo instituem as diferentes linhas de compreensão que compõem a mecânica quântica.

De acordo com o Princípio da Incerteza de Heisemberg, o ato de estabelecer o ponto espacial em que se encontra uma certa partícula sempre se choca com a incerteza presente em tudo. A própria atitude de observação intervém no fenômeno que se testemunha. O estudo da Física Quântica transcende ainda mais essa constatação, levando a Ciência mais adiante na compreensão dos eventos que são estudados pela Teoria do Entrelaçamento.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Entrelaçamento_quântico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teletransporte_quântico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gato_de_Schrödinger
http://fu2re.wordpress.com/2009/06/01/entrelacamento-quantico/