Infinitivo

Por Leandro Cabral
O modo infinitivo é um modo impessoal. O modo impessoal, como o próprio nome diz, não carrega nenhuma marca de pessoa; ele não se conjuga. Ele não dá nenhuma indicação sobre a temporalidade. É o verbo da proposição principal que indica em que momento se situa o processo.

O infinitivo é como a identidade do verbo; é a forma sob a qual ele será encontrado classificado por ordem alfabética em um dicionário. Essa forma indica a qual grupo ele pertence:

- o primeiro grupo; o dos verbos regulares que terminam em “-er”;
- o segundo grupo; o dos verbos regulares terminados em “- ir”;
- o terceiro grupo, que agrupa todos os verbos irregulares.

Existem dois tempos do infinitivo: um presente, de forma simples e um passado, formado pelo auxiliar “être” (ser/estar) ou “avoir” (ter) + o particípio passado do verbo principal.

Esses dois tempos se opõem sobre o plano do aspecto:

- o infinitivo presente exprime uma ação não terminada, em curso de realização. Ela pode ser simultânea ou posterior à ação da principal;

- o infinitivo passado exprime uma ação terminada, anterior àquela da principal.

O infinitivo pode ser colocado no passivo, tanto presente quanto passado.

* Obs.:
- Depois de uma preposição, o verbo está sempre no infinitivo presente ou passado;

- Quando dois verbos se seguem, o segundo está sempre no infinitivo.

* O infinitivo pode ter o papel de um verbo ou de um nome.

1. Quando ele é um verbo:

> Ou ele está no centro da frase independente e toma diferentes valores:
- em uma frase interrogativa, ele exprime a incerteza;

- em uma frase exclamativa, ele substitui o indicativo e exprime a surpresa, a cólera, o desejo;

- ele pode também substituir um imperativo e exprime uma ordem ou uma proibição, um conselho;

- ele forma uma perífrase verbal com certos verbosa semi-auxiliares.

> Ou ele é introduzido por um verbo, frequentemente com o valor de uma proposição subordinada.

A distinção entre essas duas possibilidades é uma questão de estilo. Considera-se geralmente a subordinada como mais pesada que o infinitivo, porém mais precisa.

2. Quando é um nome:

> Ele pode ser sujeito;
> Atributo;
> Complemento (de nome, de adjetivo);
> Complemento direto ou indireto do verbo;
> Complemento circunstancial de objetivo;
> Complemento circunstancial de modo;
> Complemento circunstancial de causa;
> Complemento circunstancial de tempo;
> Complemento circunstancial de oposição.

* O verbo no infinitivo é freqüentemente utilizado para exprimir máximas, verdades gerais e é encontrado em numerosos provérbios.
Ex: Vouloir, c’est pouvoir. (Querer é poder.).