Anel Energético Sul-Americano

Anel Energético Sul-Americano é o nome dado a um projeto destinado a unir os países da América do Sul em torno da questão energética, tratando de sua geração, distribuição e por fim, a racional utilização do gás GNL (Gás Natural Liquefeito). A ideia é a de que se construa um gasoduto de aproximadamente 1200 quilômetros que se estenderia do interior do Peru até o norte do Chile, obra esta que se interligaria imediatamente com redes similares existentes em áreas próximas, e cuja interconexão dá a possibilidade de que Brasil, Argentina, Chile e Uruguai desfrutem de tal hiperligação, que efetivamente terminaria com muitos dos problemas de abastecimento energético de todos esses países.

Considerada sob todos os aspectos um dos mais importantes projetos de integração dos países sul americanos, a ideia foi aventada pela primeira vez em 2005 no Peru, sendo que a fonte de abastecimento original deste megaconjunto de gasodutos partiria da região peruana de Camisea, localizada na zona central do território peruano. Há também a possibilidade de se utilizar uma região fornecedora alternativa, como por exemplo as reservas das bacias de Orinoco e Maracaibo, na Venezuela. Há ainda a hipótese de que a Bolívia exerça o papel de fornecedora do gasoduto, pois as reservas do país estariam supostamente em melhores condições de servir aos objetivos determinados pelo projeto. Tal projeto faz parte do amplo programa de integração da IIRSA (Iniciativa para a Integração da Infraestrutura regional Sul-Americana), e é de amplo consenso que será um importante avanço no desenvolvimento econômico dos países da região, fonte de atração de investimentos por partes de inúmeros entes privados, atração de diversos projetos bem como de políticas intergovernamentais, abrindo novas possibilidades e novas ideias para se concretizar a cooperação entre os países, tão pretendidas por órgãos como a UNASUL e o MERCOSUL.

Além das discussões que darão os contornos definitivos ao projeto do Anel Energético Sul-Americano, há que se resolver três questões fundamentais, que são a) a do custeio (financiamento da infraestrutura a ser implementada para um projeto de tão grande magnitude), b) o estabelecimento de regras que promovam a segurança no retorno do investimento e c) confiança e amplo entendimento entre os diversos (e diversificados) países na manutenção do abastecimento ininterrupto, superando os sempre eminentes e possíveis riscos de instabilidades políticas e desavenças históricas.

Ainda se faz importante reforçar a autonomia inerente a cada um dos países envolvidos, não descuidando do comprometimento necessário de cada interessado para a eficaz conclusão de tão grande projeto.

Bibliografia:
http://www.riosvivos.org.br/Noticia/Criacao+de+Anel+Energetico+Sul+Americano+esta+quase+resolvida/7930 - Página Rios Vivos - Criação do Anel Energético Sul-Americano está quase resolvida

http://www.anpg.org.br/~anpg/userfiles/file/julianadefarias.pdf - Página da Associação Nacional de Pós-graduandos da UFRJ - Farias, Juliana de. Projetos de gasodutos como alternativa para a integração energética sul-americana

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