Apec

Por Caroline Faria
A sigla “APEC” pode significar desde “Cooperação Econômica Ásia – Pacífico” (na sigla em inglês “Asia – Pacific Economic Cooperation”), até “Associação Portuguesa dos Economistas”. Mas a sigla mais conhecida é mesmo a da Cooperação Econômica da Ásia – Pacífico. Isso porque, a APEC funciona como um organismo intergovernamental para consulta e cooperação econômica entre as economias – membro, que totalizam vinte e um países e que responde por cerca de 40% do comércio mundial e metade do PIB.

Fazem parte deste bloco econômico as economias da Austrália, Brunei, Vietnã, Rússia, Peru, Chile, Papua Nova Guiné, Canadá, Indonésia, Japão, Malásia, Nova Zelândia, Filipinas, Cingapura, EUA, China, Hong Kong (China), Taiwan, Tailândia, Coréia do Sul e México.

Desde o fim da década de 1980 a Apec vem tentando estabelecer um mercado de troca livre de mercadorias entre seus membros que juntos chegam a comercializar cerca de US$5.985,9 trilhões entre exportações e importações.

Tentando diminuir as barreiras comerciais entre seus representantes, a Apec lançou um acordo em 1994 onde estipula uma meta de liberalização comercial na região até 2020 de acordo com as regras da OMC. Mas a Apec não tem como objetivo apenas a liberalização do comércio. Os membros da “Cooperação Econômica Ásia – Pacífico” visam, também, a cooperação técnica e econômica a fim de ajudar no desenvolvimento da região.

Uma característica da Apec é não firmar acordos oficiais, assinados pelos países membros. Isso porque, os participantes, ou representantes, da Apec são as “economias – membro” e não os países, sendo o acordo, portanto de caráter não - vinculativo.

A iniciativa de englobar todas as economias que circundam o Pacífico, não tem logrado muito êxito, ou tanto quanto poderia devido ao seu potencial econômico, por causa de questões como as diferenças regionais, econômicas e políticas dos seus membros. Reunir as economias do Pacífico em um só bloco de cooperação econômica envolve desafios como deixar de lado desavenças históricas entre os países com representação no bloco como a China, Japão e EUA.

Além disso, a liberalização total do comércio com as economias – membro assumindo posições similares poria em risco a economia dos países não desenvolvidos que não poderiam competir com a tecnologia dos países mais desenvolvidos.