Chapada Diamantina

Licenciatura em Geografia (UNESP, 2013)

A Chapada Diamantina está localizada no Estado da Bahia, tendo em sua estrutura geológica em rochas sedimentares, como o granito, estabelecida numa área de 81.000 km², com uma vasta quantidade de morros, vales, serras e planícies, além da abundância em águas, vindas da Bacia do Paraguaçu, Jacuípe e Rio de Contas. Possui como ponto mais alto o Pico do Barbado a 2.003 metros de altitude. Além da Cachoeira da Fumaça com 380 metros de queda d’água, desaguando no Poço Encantado, sendo estes dois pontos de grande atração turística.

Chapada Diamantina. Foto: Magdalena Paluchowska / Shutterstock.com

O domínio morfoclimático da Chapada Diamantina apresenta uma vegetação que é predominantemente do tipo caatinga, ou conhecida também como Savana em outras regiões do mundo, ou seja, é uma vegetação que possui grande diversidade de plantas herbáceas e arbustivas, como bromélias e orquídeas. O seu clima é semiárido nessa porção, possui médias térmicas anuais altas e precipitação pluvial baixa.

Esta área foi muito desenvolvida a partir do século XVII, durante o ciclo do minério, com a exploração de diamantes na área, perdendo a grande importância para estrangeiros, quando o governo passou a cobrar impostos pela exploração dentro do país.

As cidades que se desenvolveram na área são: Lençóis, que é Patrimônio Histórico Nacional, sendo também a cidade mais desenvolvida e bem estruturada para receber turistas, Mucugê que é voltada para as atividades de ecoturismo em seus cânions, cachoeiras e montanhas, o distrito de Xique-Xique do Itagu ou Cidade de Pedra que como ponto turístico possui ruínas de uma cidade que servia de estadia aos garimpeiros, e ainda Andaraí e Rio de Contas.

E em 1985, foi criado o Parque Nacional da Chapada Diamantina, demarcando uma área de 1520 km² ou 152 mil hectares, para a preservação natural do ecossistema, além de ser um banco genético da biodiversidade para pesquisas cientificas. Administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que é ligado ao Ministério do Meio Ambiente, além de obter parcerias com movimentos ambientalistas como o GAL (Grupo Ambientalista de Lençóis), GAP (Grupo Ambientalista de Palmeiras) e diversas brigadas voluntárias e as ACVs (Associações de Condutores de Visitantes) que prestam um trabalho de conscientização ambiental a toda população e turistas, afim de evitar um dos problemas ambientais que mais afligem essa região, que são as queimadas, principalmente as criminosas, que a atingem e acabam por devastar o Parque ou outras áreas de conservação.

Nos dias atuais a agricultura e pecuária são práticas que passaram a ocupar esse bioma, sendo um dos grandes responsáveis pelas perdas de biodiversidade.

Referências Bibliográficas:

http://www.chapadadiamantina.com.br/mapas.html
http://www.guiachapadadiamantina.com.br/parque-nacional/geologia/
http://cidadebrasileira.brasilescola.uol.com.br/bahia/chapada-diamantina.htm

ADAS, Melhem, ADAS, Sérgio. Expedições geográficas, 6º ano. 1.ed. São Paulo Moderna, 2011.

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