Desastres naturais

O dia amanheceu cinza escuro. Não havia luz, senão a luz do fogo que queimava vastas florestas de forma totalmente incontrolável. A impressão era de que havíamos regressado para o período vulcânico. Havia fuligem cobrindo tudo e o ar estava irrespirável. Um asteroide havia impactado a Terra.

Nos meses que se seguiram após essa manhã fatídica, muitos dos seres vivos que habitavam o planeta, morreram. Alguns foram extintos e nunca mais sua espécie foi vista com vida.

Fosse hoje esse fato, os humanos, apesar de toda sua resiliência, dificilmente resistiriam. E nossa espécie estaria fadada ao fim. Porém esse episódio aconteceu há mais de 60 milhões de anos e, segundo a teoria evolutiva, o que hoje é o ser humano, não era mais do que um animalzinho rastejante, recém saído da água, buscando abrigo para não ser comido por dinossauros gigantes que dominavam a existência no solo terrestre até então.

Nosso planeta porém, nunca mais viveu um desastre natural tão poderoso quanto aquele. O que não significa que não possa ocorrer novamente.

Existem diversos tipos de fenômenos naturais, eles configuram eventos normais, são gerados pela movimentação, seja de terra, de ar, de água, do cosmos… Porém esses eventos quando interferem na nossa estrutura vital, aquilo que consideramos essencial para à vida humana, então os chamamos desastres e por não haver responsáveis, é apenas uma reação da natureza, então, são desastres naturais.

Alguns exemplos comuns são ciclones, dilúvios, deslizamentos de terra, endemias, epidemias, pandemias, erosão, erupção vulcânica, ciclone tropical, incêndios (quando não causados por ação humana), inundação, queda de meteoro, tempestades, tsunamis e terremotos.

Recentemente, acompanhamos estarrecidos alguns desses fenômenos acontecerem no nosso globo. Em 2004, um terremoto submarino causou ondas de 30 metros de altura, resultando num tsunami de grandes proporções. O caso aconteceu na região de Sumatra, perto da Indonésia e ao final se perderam cerca de 430 mil vidas humanas, além do prejuízo material. No Japão o número foi menor mas também bastante expressivo, num tsunami que matou cerca de 30 mil pessoas, destruindo carros, barcos, plantações e vidas inteiras, além de danificar uma usina nuclear, despejando radiação no meio ambiente.

Furacões também foram registrados nos últimos anos, batizados como Sandy e Katrina, causaram morte e destruição na região do Caribe e Estados Unidos.

O Brasil, por sua localização, a distância que se encontra das divisões das placas tectônicas, felizmente não é alvo de muitas ocorrências naturais, porém por aqui os extremos de chuvas e de secas são causas de muitos problemas sociais, que poderiam ser evitados com uma habitação mais coerente. De qualquer forma não podemos estar tão seguros de que aqui jamais viveremos algum desastre de alta magnitude. Eles são imprevisíveis.

Analisando a história, os episódios passados e registrados na existência humana, nota-se a fragilidade da vida e a inevitabilidade, diante o poder incontrolável da natureza.

Por mais que o homem seja capaz de evoluir, desenvolver tecnologias, acumular riquezas, construir castelos, nada é capaz de sobrepor à natureza. Seu movimento é implacável.

 

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