Oceano Glacial Ártico e Antártico

Por Caroline Faria
Os dois pólos do planeta são circundados por oceanos que permanecem a maior parte do ano, congelados: o Oceano Glacial Ártico, ao norte, e o Oceano Glacial Antártico, ao sul. Na verdade, o Oceano Antártico é considerado uma extensão dos Oceanos Pacífico, Atlântico e Índico por causa dos limites um tanto quanto inconsistentes entre eles.

O Oceano Ártico é constituído pelo Mar do Norte, o Mar do Pólo Norte, o Mar da Noruega e o Mar de Barents. Com uma superfície de 14 milhões de km², ele banha a Europa, Ásia e América do Norte se misturando ao Oceano Pacífico através do Estreito de Bering e, com Oceano Atlântico desde a costa da escócia até a Groenlândia.

O Mar do Norte e o Mar de Barents são regiões de elevada importância comercial por causa da pesca realizada em grandes quantidades nessa região. No entanto, os mares da região permanecem praticamente impossíveis de navegar durante uma parte do ano quando a superfície do oceano congela.

O Oceano Ártico está localizado na região polar onde as temperaturas podem chegar a -50ºC. Mesmo assim, a temperatura da superfície do oceano é praticamente a mesma durante todo o ano, apenas um pouco superior ao 0ºC no verão e um pouco abaixo no inverno quando o Oceano Ártico fica coberto pela banquisa, uma camada de gelo que pode chegar a 4 km de profundidade e 13 milhões de km². Isto porque o Ártico não apresenta tantas variações de temperatura quanto o Oceano Antártico ao sul.

Muito comuns nessa região são os icebergs. Montanhas de gelo que se desprendem da banquisa e ficam flutuando pelo oceano, o que torna a navegação nessa região um pouco perigosa. (à título de curiosidade: foi um iceberg que causou o naufrágio do suntuoso navio Titanic, no início do século XX)

A maioria dos animais que vivem no Ártico costuma se alimentar nas águas geladas do oceano, como o urso-polar, a foca, os leões marinhos e as baleias.

No Oceano Antártico encontramos a região mais fértil de todos os oceanos do planeta. Os ventos, o relevo e as correntes marítimas do Oceano Antártico revolvem as águas do oceano criando correntes de fluxo vertical que arrastam para a superfície uma infinidade de fitoplânctons e zooplânctons que constituem o alimento dos krills, crustáceos minúsculos (de 1 a 6 centímetros) que são a base da cadeia alimentar da Antártida.

Junto a isso, temos ainda a área da Convergência Antártica, onde a água gelada se encontra com as águas mais quentes vindas dos Oceanos Pacífico, Atlântico e Índico sofrendo um acréscimo de temperatura que pode variar de 2 a 3ºC.

Desta forma, o Oceano Antártico abriga uma infinidade de espécies, algumas completamente adaptadas a viver em locais extremamente frios como o ice fish.

O Oceano Antártico, também conhecido como Oceano Austral, é composto pelo Mar de Ross, Mar Davis, Mar de Amundsen, Mar de Bellingshausen, Passagem de Drake e Mar de Weddell. Embora alguns cientistas não o considerem como sendo um oceano, mas sim, um prolongamento do Pacífico, Atlântico e Índico, seu tamanho foi calculado, tendo como base os limites estabelecidos pelo “Tratado da Antártida” (Tratado assinado por diversos países em 1956 que estabelece a Antártida como território internacional para fins pacíficos e de pesquisa), em 20.327.000 km².