Pré-Cambriano

Por Caroline Faria
A mais antiga e longa das Eras Geológicas, o Pré-Cambriano se estende desde a formação da Terra, há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, até 570 milhões de anos atrás.

Na verdade, em Geologia (ciência que estuda a Terra em seus compostos físicos e geológicos, sua história e formação) denomina-se o Pré-Cambriano de “Éon”: unidade de divisão do tempo constituído por eras.

Atualmente o termo “Pré Cambriano” está em desuso e, oficialmente são considerados apenas quatros éons: Hadeano, Arqueano, Proterozóico e o Fanerozóico. Embora o termo “Pré-Cambriano” (ou Précambriano, ou, Précâmbrico) ainda conste no “Quadro Estratigráfico Internacional” da Comissão Internacional sobre Estratigrafia (ramo da Geologia que estuda as sequências das camadas de rocha) da União Internacional de Ciências Geológicas.

Segundo a antiga concepção, o Pré-Cambriano abrangeria ao Éons Hadeano, Arqueano e Proterozóico juntos, correspondendo a cerca de 80% do tempo geológico do planeta. Sendo assim, prosseguiremos a definição do período Pré-Cambriano de acordo com os Éons oficiais que o compõem:

1. Éon Hadeano: inicia-se com a formação da Terra há cerca de 4,5 bilhões de anos atrás. Hadeano deriva do grego hades que significa “inferno”. Isso se deve ao fato de que no princípio do período de formação do planeta, a Terra era uma massa incandescente com rios de rocha dissolvida, vulcões em erupção e grande quantidade de enxofre. A atmosfera inicialmente era composta por nitrogênio, amônia, hidrogênio, monóxido de carbono, metano e vapor de água, expelidos pelos vulcões, e nem sinal do oxigênio. Acredita-se que ainda no Éon Hadeano a terra tenha sido atingida por um asteróide do tamanho de Marte que acabou originando a Lua.

2. Éon Arqueano: há 700 milhões de anos atrás a maior parte das rochas da superfície da terra já havia sido resfriada e uma grande quantidade de água havia se condensado formando um oceano. Mesmo assim, as erupções vulcânicas ainda eram constantes e iam dando origem a várias ilhas que eram empurradas umas na direção das outras pelo movimento do manto. Nesse período começam a surgir pequenos seres unicelulares no oceano, as algas primitivas e bactérias que assimilam o dióxido de carbono da atmosfera transformando-o em oxigênio livre, alterando lentamente a composição da atmosfera que, nesse período, era composta basicamente por nitrogênio e vapor de água. São deste período os fósseis mais antigos da terra.

3. Éon Proterozóico: o mais longo de todos os Éons durou cerca de 2 bilhões de anos. Já é possível identificar dois super-continentes distintos relativamente estáveis. Embora tenha sido bastante longo, os seres continuaram praticamente inalterados durante esse período, sendo que só nos últimos 30 milhões de anos do Proterozóico é que houve mudanças significativas na estrutura desses seres. Começaram a surgir as primeiras criaturas multicelulares. Nesta época houve a extinção de quase todas as bactérias anaeróbias do período anterior devido a grande quantidade de oxigênio liberado pelo metabolismo das próprias bactérias, caracterizando uma grande extinção em massa. No final desse período a Terra estava muito fria com gelo inclusive nas regiões equatoriais.

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Fontes:

http://dnpm-pe.gov.br, http://www.unb.br