Cordilheira do Himalaia

Licenciada em Geografia (UFG, 2003)

O Himalaia é uma cordilheira (conjunto de montanhas) situada na Ásia, tem extensão aproximada de 2.500 km, e entre 150 e 400 km de largura. É a maior cadeia de montanhas do mundo.

Localização

O Himalaia está situado no sudeste asiático, nos territórios da China – incluindo o Tibete –­ Índia, Paquistão, Butão e Nepal. O ponto mais alto – ponto culminante – é o Monte Everest, com 8848 metros de altitude e está localizado exatamente na fronteira da China com o Nepal, sendo seu cume o reconhecimento internacional da fronteira entre estes países. É chamado de “teto do mundo” pois 15 das montanhas mais altas do planeta ali se encontram e por ter mais de 100 picos com altitudes superiores a 7000 metros.

Cordilheira do Himalaia. Foto tirada pela NASA à partir da Estação Espacial Internacional (2004).

Formação e estrutura geológica

O Himalaia é fundamentalmente constituído por uma estrutura geológica conhecida como dobramentos modernos. São estruturas formadas na era Cenozóica que apresentam as mais elevadas altitudes do relevo mundial.

A cordilheira surgiu da colisão do continente indo-australiano (a Austrália já fez parte da mesma massa continental indiana) com as placas tectônicas asiáticas, após a Índia se projetar para o norte e atingir a Ásia. Desta forma o continente indo-australiano foi pressionado para baixo do continente asiático. Dessa colisão se ergueram a cadeia de montanhas do Himalaia.

A placa indiana continua em movimento. Estima-se que ela se movimenta numa proporção de 67 milímetros por ano, este movimento é responsável pela elevação anual de cerca de 5 milímetros do Himalaia, o que o torna geologicamente ativo.

Clima e hidrografia do Himalaia

O clima do Himalaia, influenciado pelas elevadíssimas altitudes, possui baixas temperaturas e neve durante todo o ano. As geleiras presentes no Himalaia são responsáveis pela alimentação de importantes rios da Ásia, como o Rio Ganges e o Rio Indo, especialmente no período de estiagem. O Himalaia funciona como uma barreira que impede que o ar frio do ártico chegue ao sul da Ásia, o mantendo temperaturas mais quentes do que ocorre em outras regiões temperadas do planeta. A barreira também impede que os ventos sazonais das monções sigam para o norte, propiciando uma grande ocorrência de chuvas torrenciais, principalmente na Índia.

Turismo no Himalaia

O Himalaia atrai muitos e alpinistas que se arriscam na escalada de suas montanhas. O ponto mais atrativo é o Monte Everest. Pela complexidade de sua escalada, já foi palco de muitas mortes de alpinistas. Existem várias estações de esqui no Himalaia indiano, que no período colonial foram instaladas pelos ingleses. No verão as trilhas atraem os turistas para as montanhas mais baixas.

Foto: Olga Danylenko / Shutterstock.com

Impactos ambientais no Himalaia

A própria formação do Himalaia é causa de grandes impactos naturais, como os terremotos. O ocorrido no Nepal, em 2015, que atingiu 7,8 graus na escala Richter foi produto direto da colisão de placas.

Fator determinante no processo de mudança da dinâmica da cordilheira, o aquecimento global tem gerado apreensão entre pesquisadores. Em estudos de 2011 realizados pelo Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD), é apresentado que as geleiras diminuíram até 22% nos últimos 30 anos, intensificando-se entre 2002 e 2005.

O derretimento dessas geleiras pode gerar impactos em curto e longo prazo; inicialmente, pode provocar o surgimento de grandes lagos que podem interferir na vida nas aldeias da região e num segundo momento diminuir a alimentação dos rios, causando secas no período de estiagem.

Bibliografia:

Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD): http://www.icimod.org/

http://tudoindia.com.br/himalaia/

http://www.empresaspeloclima.com.br/himalaia-geleiras-diminuiram-ate-22-em-30-anos-diz-estudo?locale=pt-br

http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2011/08/02/72902-cientistas-alertam-para-risco-de-que-geleiras-no-himalaia-desaparecam.html

http://www.esa.int/SPECIALS/Eduspace_Global_PT/SEM5RURJR4G_0.html

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