Vulcão

Por Thais Pacievitch
Vulcão é um ponto da superfície terrestre por onde o material fundido (magma), gerado no interior da terra e, ocasionalmente, material não fundido são expelidos. Estes materiais se acumulam ao redor do centro emissor, dando lugar a relevos com morfologias diferentes. De acordo com esta definição, um vulcão não representa unicamente uma morfologia (em formato de cone ou montanha), mas é o resultado de um complexo processo que inclui a formação, ascensão, evolução, emissão de magma e depósito destes materiais. O estudo dos vulcões e seus fenômenos é a vulcanologia.

Vulcão em atividade. Foto: USGS [Public domain], from Wikimedia Commons

Vulcão em atividade. Foto: USGS [Public domain], via Wikimedia Commons

Os vulcões são uma manifestação superficial da energia interna da Terra. A temperatura e a pressão são incrementadas na medida em que nos aproximamos do interior do planeta, alcançando uma temperatura de 5000°C no núcleo. O efeito combinado da temperatura e da pressão em diferentes profundidades provoca um comportamento diferente que se estruturam em diferentes camadas.

Alguns vulcões são mais ativos do que outros. Pode se dizer que alguns estão continuamente em erupção, pelo menos no presente geológico. O Stromboli, situado nas Ilhas Lípari, na Itália, tem estado ativo desde a antiguidade. O Izalco, em El Salvador, está ativo desde sua primeira erupção, em 1770. Outros vulcões ativos de maneira constante estão numa cadeia, chamada Cinturão de Fogo, que rodeia o Oceano Pacífico. Na Cordilheira dos Andes, estima-se que existam mais de 60 vulcões que podem ser considerados ativos.

Muitos outros vulcões, como o Vesúvio, permanecem em um estado de atividade moderada durante períodos mais ou menos longos e depois repousam durante meses ou anos. A erupção, depois de um período de latência, costuma ser violenta, como aconteceu com o monte Pinatubo, que, depois de seis séculos, teve uma violenta erupção.

Em uma erupção violenta de um vulcão a lava está carregada de vapor e outros gases, como dióxido de carbono, hidrogênio, monóxido de carbono e dióxido de enxofre, que escapam da massa de lava expelida nas grandes explosões, ascendem formando uma turva e densa nuvem, estas nuvens descarregam, muitas vezes, chuvas copiosas. Porções grandes e pequenas de lava são expelidas em direção ao exterior, e formam uma fonte ardente de gotas e fragmentos classificados como bombas, brasas ou cinzas, segundo seus tamanhos e formatos.

A enorme quantidade de energia liberada durante uma erupção explosiva pode ser avaliada em função da altura que as rochas e cinzas são projetadas. Há relatos de que as cinzas do Krakatoa, na Indonésia, foram lançadas a uma altura de 27 km, em 1883. As nuvens de vapor e poeira assim expelidas podem produzir efeitos atmosféricos e climáticos duradouros.

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