Glândula Lacrimal

As glândulas lacrimais, encontradas na borda súpero-externa da órbita, são do tipo túbulo-alveolar compostas e são responsáveis pela produção da maior parte da lágrima. Desembocam através de 8 a 10 canais no fundo-de-saco superior, formado pela confluência da conjuntiva que reveste o olho com a que cobre posteriormente a pálpebra.

Estas glândulas são compostas por células serosas que contêm no seu ápice grânulos de secreção. Sua porção secretora é envolta por células mioepiteliais, responsáveis pela produção de uma secreção salina (a lágrima), com a mesma concentração de cloreto de sódio que a do sangue. É um fluído pobre em proteínas e contém apenas uma enzima, a lisozima, responsável por digerir a cápsula das células bacterianas.

Funções

A lágrima forma uma delgada camada, cobrindo o epitélio da córnea e da conjuntiva, e possui as funções de:

  • conferir a córnea uma superfície óptica, lisa, eliminando imperceptíveis irregularidades de sua superfície epitelial;
  • evitar o ressecamento da córnea e da conjuntiva, evitando assim, danos a essas estruturas;
  • inibir o desenvolvimento de microrganismos nessas estruturas, por meio de fluxo mecânico e da ação antimicrobiana existente no fluído lacrimal.

A secreção lacrimal é continuamente produzida por essa glândula, sendo encaminhada para as carúnculas lacrimais, que são elevações localizadas no canto interno dos olhos. Nesse local, penetra um sistema de ductos lacrimais que desemboca no meato nasal inferior.

Fontes:
http://www.oftalmojanot.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=26&Itemid=45
http://www.xenophilia.com/zb0061.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Glândula_lacrimal
Histologia Básica – Luiz C. Junqueira e José Carneiro. Editora Guanabara Koogan S.A. (10° Ed), 2004.

Arquivado em: Glândulas