Educação Espartana

Por Pedro Augusto Rezende Rodrigues
Esparta foi uma cidade estado grega que tinha como principal característica um estado oligárquico e militarista. Tinha como um de seus principais objetivos fazer de seus cidadãos modelos de soldados, fortes, corajosos, bem treinados e obediente as autoridades.

E dessa maneira, toda a educação espartana estava voltada para o caráter militarista, tendo a criança desde pequena, que se preparar para se tornar um soldado futuramente.

Esse processe de formação militar começava quando ainda criança, onde observado por um grupo de anciãos (pessoas mais velhas) as crianças não poderiam ter problemas de saúde e principalmente físico. Caso a criança fosse completamente saudável ela ficaria sob a guarda da sua mãe (mesmo sendo observado pelos ansiãos) até os sete anos de idade, após isso, quem se tornaria responsável pela criança era o próprio estado.

Assim, ao sete anos, a criança “entrava” para o exército onde permaneceria até seus doze anos de idade, onde nesta fase receberia alguns ensinamentos para que conhecessem a dinâmica do estado Espartano e principalmente as tradições de seu povo, e após esses ensinamentos entrariam de fato em um treinamento militar onde seria testados a todo momento.

Aprendiam a combater com eficácia, eram testados fisicamente, resistência física e psicológica, sobrevivência em condições extremas e diversas, e principalmente aprendiam a obedecer seus superiores. Se por algum acaso esses jovens soldados não conseguissem completar essas missões pela qual eram submetidos, não teriam outro caminho se não o castigo e as punições.

O teste final na vida do soldado espartano era realizado aos seus 17 anos. Esse teste era conhecido como Kriptia e funcionava como um jogo, onde os soldados escondiam de dia em campo para ao anoitecer, sairem a caça do maior numero de escravos (hilotas) possíveis.

Passando por esses processos de seleções o jovem espartano já poderia integrar oficialmente os exércitos e teria direito também a um lote de terras.

Aos trinta anos de idade o soldado poderia ganhar a condição de cidadão e isso o dava o direito de participar de todas as decisões e leis que seriam colocadas na mesa pela Apela (uma especie de assembleia que tinha como função vetar leis, além de indicar individuos para compor a classe diretoria de Esparta).

Aos sessenta anos o individuo poderia sair do exercito podendo integrar a Gerusia, o orgão formado por anciãos que eram responsáveis pela criações de leis em Esparta.

Dessa maneira, podemos perceber que a vida da sociedade espartana girava em volta do caracter militar da cidade, onde a criança já começava a prestar serviços militares ao estado espartano so sendo liberada aos sessenta. Liberado como um modo de falar, pois ele deixa a vida militar de lado, mas a vida militar não deixa ele.

Fontes:
http://variasvariaveis.sites.uol.com.br/educacao.html
http://contextopolitico.blogspot.com/2008/11/educao-espartana.html