Economia do Brasil no século XIX

Por Fernando Rebouças
No início do século XIX, as autoridades das capitanias não tinham autonomia de ação administrativa, ainda eram subordinadas à autoridade do vice-rei , que cuidavam da ordem na colônia e dos interesses portugueses aqui estabelecidos. Os vice-reis eram responsáveis pelo correto envio da riqueza produzida no “Brasil colônia” para Portugal.

Depois da vinda da Família Real Portuguesa ao Brasil, em 1808, o Brasil fora elevado à Reino Unido de Portugal e Algarves, oficialmente em 1815. Analisando os aspectos econômicos do Brasil na época, percebemos um profundo atraso e estado de deploração.

A agricultura no Brasil, ainda utilizava os mesmos mecanismos do século XVI, no início do século XIX, houve grande queda da atividade canavieira, do algodão e do tabaco. A pecuária estava concentrada em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, produzindo laticínios e charque, respectivamente.

A mineração no início do século XIX, atingiu o seu mais baixo rendimento em virtude do esgotamento das jazidas brasileiras. No Brasil, não havia desenvolvimento industrial, pois a atividade era proibida desde 1785. O comércio, antes da abertura dos portos, era restrito ao monopólio da Metrópole. A atividade de transportes dependia de péssimas estradas que encareciam os produtos.

Um dos fatores que incentivaram a vinda da Família Real ao Brasil, o Tratado de Fontainebleau, que estabelecia a divisão das colônias portuguesas entre França e Espanha, apressou a decisão de Dom João. A vinda da Família garantiu a instalação da indústria no Brasil e o acesso inglês ao mercado consumidor brasileiro, fortalecendo o comércio da colônia. Um grande número de firmas inglesas se estabeleceram no Brasil para difundir o consumo de artigos provindos da Inglaterra.

Fontes
FERREIRA, Olavo. História do Brasil – Ed. Ática
Livro Toda História