Indústria e Agricultura após 1964

Por Fernando Rebouças
Durante os governos pós-64, os cafeicultores brasileiros promoveram a produção e a exportação de café fino e de café solúvel, o que permitiu ao Brasil manter destaque no mercado internacional de café. No governo do presidente Castelo Branco, a superintendência da Reforma Agrária (Supra) fora substituída pelo Instituo Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA) que, em 1970, fora por sua vez substituído pelo Incra – Instituto de Colonização e Reforma Agrária.

Para aumentar as exportações os governos, durante o período de ditadura, fizeram investimentos no setor agrícola. Em 1980, a safra nacional totalizou mais de 50 milhões de toneladas de grãos. Desde a década de 70, a soja e a cana-de-açúcar (incentivada pelo álcool), contribuíram para o crescimento da agricultura brasileira.

No setor industrial, os governos da ditadura, procuraram estimular a indústria no Nordeste e na região Amazônica, como forma de descentralizar a indústria nacional. Em 1972, iniciou-se a indústria petroquímica no Brasil.

Ocorreu a ampliação da CSN, da Usinimas, Cosipa, e Acesita; além da criação da Aços Finos Piratini, no Rio Grande do Sul. A crise internacional do petróleo que ocorreu a partir de 1973, incentivou a criação do Programa do Álcool- Proácool, como forma de substituir a gasolina encarecida pela crise. A crise do petróleo também intensificou as atividades da Petrobrás na plataforma continental. A crise econômica que aplacou o mundo na década de 70, prejudicou as exportações brasileiras, retração no consumo e recessão industrial.

Fontes
História 2 – Flávio, Adhemar e Ricardo. ed.Lê;
História do Brasil – Olavo Leonel Ferreira – ed. Ática.