Política Internacional na Ditadura Militar

Por Fernando Rebouças
O Brasil, depois de 1964, estreitou relações com os EUA, América Latina e Europa Ocidental, e se afastou dos países do bloco socialista. Durante o governo de Castelo Branco, foi instaurado o Destacamento da Força Interamericana (Faibrás) e o Brasil recebeu a visita do então presidente da França, Charles De Gaulle.

No governo de Costa e Silva, estuveram no Brasil o presidente do Chile, Eduardo Frei; Elizabeth II, rainha da Inglaterra; e Indira Gandhi, primeira-ministra da Índia. Os presidentes dos EUA e de Portugal visitaram o Brasil durante o governo Médici.

Na década de 70, o Brasil buscou relação pragmática com os outros países, assegurando o aumento do intercâmbio comercial, nessa fase estreitou relações com a República Popular da China (Taiwan), Moçambique, Angola, Guiné-Bissau e países árabes. Durante o governo de Ernesto Geisel, houve colaborações com o Paraguai, principalmente para a construção da hidrelétrica de Itaipu, em 1974, pertencentes aos dois países; nesta época houve o Acordo Nuclear Brasil-Alemanha objetivando a instalação de usinas nucleares em Angra dos Reis.

O presidente Figueiredo, o último presidente militar, foi o presidente do período ditatorial que mais viajou para o exterior, viajou para a América Latina, Europa e EUA. Lopes Portilho, presidente do México; Rafael Videla, da Argentina; Rei Juan Carlos da Espanha; e o Papa João Paulo II, foram as personalidades estrangeiras que visitaram o Brasil durante o governo de Figueiredo.