Causas da Revolução Federalista

Por Fernando Rebouças
Depois da Proclamação da República, a Revolução Federalista eclodiu no sul do Brasil, uma das principais causas foram os conflitos políticos entre os federalistas e os políticos da situação apoiados pelo governo republicano. Os federalistas tinham o objetivo de libertar o estado do Rio Grande do Sul do poder local de Júlio Prates de Castilhos, então presidente do Rio Grande do Sul.

A revolução se transformaria numa guerra civil que durou de fevereiro de 1893 a agosto de 1895. Os atritos seriam iniciados e atingiriam as regiões do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Os federalistas seguiam o Partido Federalista do Rio Grande do Sul, fundado em 1892, por Gaspar Silveira Martins, em sua cartilha doutrinária defendia o sistema parlamentarista como forma de governo e a revisão da Constituição.

A doutrina do Partido Federalista se confrontava diretamente com os interesses da situação e era contra a constituição do Rio Grande do Sul promulgada em 1891, que defendia a autonomia estadual inspirada no presidencialismo e no positivismo. O presidente Júlio Castilhos seguia o Partido Republicano Rio-grandense.

Em maio de 1891, as eleições da Constituinte Estadual foram acusadas de serem uma farsa, as acusações eram de resultados marcados antes das votações num processo eleitoral em que o voto não era obrigatório, exceto para funcionários públicos. A Constituição Estadual aprovada em julho de 1871, se baseava no positivismo de pequenas pátrias, concedia mandato de 5 anos ao presidente do estado. O presidente do Rio Grande do Sul, Júlio Prates de Castilhos, assumiria o poder em 15 de julho de 1891, permanecendo no cargo até 3 de novembro, durante um golpe militar.

Em 3 de novembro, houve a dissolução do Congresso Nacional, com o apoio de Júlio de Castilhos, nessa fase, o vice-presidente do Brasil, Marechal Floriano Peixoto, obrigou o então presidente do Brasil, Deodoro da Fonseca, a renunciar. Para assumir a presidência, Floriano Peixoto ainda teria que intervir nos estados que apoiavam Deodoro da Fonseca.

Em 8 de novembro de 1891, a oposição rio-grandense se rebela contra o apoio dos militares concedido à Floriano Peixoto. Esse apoio força o abandono do poder por Júlio de Castilhos. A partir daí, o estado do Rio Grande do Sul é governado até meados de 1892, por Joaquim Francisco de Assis Brasil, João Barros Cassal e Domingues Alves Barreto Leite.

O líder dos federalistas, Gaspar da Silveira Martins retornaria logo de seu exílio no Uruguai, buscando articulação favorável à questão federalista que não havia sido concluída por meio da Revolução Farroupilha e com a Proclamação da República. Nos anos 1890, o Rio Grande do Sul se sentia afastado das decisões políticas do Brasil em virtude do predomínio das oligarquias agro-exportadoras do café no sudeste.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Federalista
http://ahistoriaagora.blogspot.com.br/2008/12/revoluo-federalista.html