Comércio e Indústria na República Velha

Por Fernando Rebouças
Desde os tempos do Império, o comércio e a indústria ficaram em segundo plano no Brasil, sendo a agricultura a atividade principal. Na República Velha iniciaram as bases que modificaram a política econômica do país.

Os primeiros governos republicanos tentaram desenvolver uma industrialização no Brasil, que ocorreu num contexto econômico de inflação, durante a política de encilhamento executada pelo então ministro da fazenda Rui Barbosa. Muitos estabelecimentos industriais faliram, outros permaneceram.

Dentre as crises e dificuldades da indústria na Primeira República, podemos destacar:

  • Concorrência de produtos estrangeiros;
  • Pequeno mercado interno;
  • Falta de intercâmbio interno comercial;
  • Inexistência de indústria de base;
  • Mão-de-obra não capacitada;

Durante a Primeira Guerra Mundial, cerca de seis mil indústrias se estabeleceram no Brasil, porém em 1920, 70 % da população ativa brasileira trabalhava na agricultura; até os anos 20, o Brasil viveu um bom crescimento econômico; até 1950, o país exportava mais do que importava.

Nesta fase, início do século XX, o Brasil ainda dependia de investimentos e créditos estrangeiros, principalmente provindos da Inglaterra, potência econômica da época.

O projeto de um fortalecimento de um capital nacional ficou “trancafiado” em obstáculos como a inflação, endividamento de alguns setores e falta de mercado interno consolidado. Durante a Primeira Guerra, no país desenvolveu-se a indústria de bens de consumo não-duráveis para substituir os produtos que não eram mais importados da Europa devido a guerra.